Lendo blog e ouvindo podcast

Estou cultivando uma mania ultimamente. Ouvir podcast que  eu encontro nos inumeros blogs que leio diariamente. O podcast nada mais é do que uma”mesa redonda” ou uma conversa de mesa de bar, onde várias pessoas discutem um assunto especifico (ou não) com profundidade e conhecimento do assunto( aí já tô forçando). Na verdade eu tinha o costume de ouvir programas assim no rádio, principalmente em AM onde é comum esse tipo de programa, principalmente sobre esportes ou humorísticos. Eu ouvia muito o Sala de Redação e o Cafezinho(só quem é do RS vai saber, mas clique nos links e saiba mais) e também assitia um programa na extinta tv Guaíba chamado Guerrilheiros da Notícia(me diziam que ver aquilo era coisa de velho). Mas acho que é comum do ser humano gostar de participar de uma conversa, mesmo que as vezes passivamente. Pois é, mas o podcast possibilitou que as pessoas gravassem seus próprios programas com os assuntos que mais lhe interessam. Assim é possível ouvir podcast sobre nerdices como ficção científica ou sobre a Máfia?!?!?!?. Ou seja, o conteúdo é gerado sob demanda. Tem gosto para tudo mesmo. Mas o podcast é mais um produto que ganhou força com os blogs.

Desde que criei este blog e este outro ano passado, acabei entrando de cabeça nesta nova realidade. Passei a acompanhar muito mais outros blogs e não tanto portais de noticias como Terra, Globo, Yahoo, etc…Mas porque? A facilidade de localizar conteúdo especifico(bem especifico como este ou este), feito por quem se não é expert pelo menos gosta do que faz e não é apenas empregado de uma multinacional. Por exemplo já cansei de ver o portal Terra chamar o filme do Batman de Dark Night(noite escura) quando na verdade é Dark Knight(cavaleiro das trevas) o que faz uma grande diferença. Em um blog de cinema ou de quadrinhos esse tipo de erro não ocorreria. Então se os blogs não são tão confiáveis (empatado com os grandes portais) pelo menos nos blogs  se encontra o que se gosta com mais facilidade e as vezes com mais profundidade. A verdade é que tomei gosto pela leitura de blogs e no fim esse post era para ser na verdade uma indicação de tudo que ando lendo e gosto e queria compartilhar com vocês. Abaixo segue uma lista de assuntos variados que podem ser encontrados em blogs legais.

Ciranda do EsquecimentoBlog de uma amiga que é poeta e agora cartunista. Suas poesias são bem visuais e ela brinca muito bem com as palavras e suas tiras são bem poéticas. Espero não ter falado bobagem Lau=)

Nuclear YogurteOutro blog de um amigo. Aqui você encontra novidades e entrevistas sobre música underground, principalmente da cena gaúcha. Abraço Daniel.

Blog do BlobO autor desse blog manja muito de cinema obscuro e underground. Posts de perólas da sétima arte podem ser lidos aqui. Valeu Paulo.

Zombie-Ótica – Esse eu não conheço quem faz, mas as tiras presentes no blog definem de forma irônica o que eu penso.

Super Punch – Esse é gringo e não sei dizer sobre o que trata especificamente, só sei que tem um monte de nerdice interessante.

Favoritos – Tem de tudo que é interessante (útil ou inútil) na internet. Infelizmente a autora do blog resolveu fazer suas atualizações via Twitter(argh).

Mundo Pequeno – Não é um blog, mas sim um site que tem a lista de vários blogs de brasileiros espalhados pelo mundo. Tem blog de brasileiro na Suécia, Bahrain, El Salvador, Angola e muito mais. É legal saber que visão(de dentro) os brasileiros tem de diversos países.

Teria muita coisa pra indicar aqui, mas também não vou me alongar muito. Boas navegadas.

Ah retificando o título…Lendo e escrevendo blog e ouvindo podcast.

 

Homem de ferro 2: além do filme

Esse post feito as pressas não é bem uma resenha sobre o filme. É algo mais. É sobre tudo que cerca o filme(ou os filmes em geral). Explico. O personagem Homem de Ferro é o alter ego do industrial, inventor e cientista Anthony Stark. Isso claro no mundo ficcional dos quadrinhos. Pois bem, esse personagem ficou mais conhecido do grande público graças ao primeiro filme do Homem de ferro, que contou a origem do personagem e  o apresentou para os menos aficcionados por HQ. Então pode se dizer que ele não é mais um desconhecido. Creio que quando se fala em Homem Aranha, Batman ou Superman, pessoas dos mais longínquos rincões saberão de quem se trata. Já com o Hemem de Ferro creio que está começando a acontecer o mesmo. Mas tudo isso foi para contextualizar o tema principal. O trabalho da publicidade aliada ao lançamento de um grande filme. Por exemplo em Homem de Ferro 2: o personagem Tony Stark idealizou uma feira de tecnologia a Star Expo 2010, com direito a site e tudo. Além disso pode se ver no youtube propagandas dos produtos lançados na feira. Tudo fictício é claro, assim como o filme. Mas esse grau de interação entre o filme e a publicidade me chamam a atenção. Foi uma sacada genial. Ajuda a trazer mais verossimilhança a algo que logicamente sabemos se tratar de ficção. Mas com toda essa estratégia de comunicação fica mais crível um homem vestido de armadura cibernética enfrentando supervilões. Acho sensacional quando se extrapola uma mídia específica para ajudar a apresentar algo. Primeiro o personagem salta dos quadrinhos para desenhos animados, depois para filmes, e do filme geram subprodutos.  Isso dá uma nova vida a algo que já é bem corriqueiro: lançamento de novos filmes. Claro que em se tratando de hollywood fica mais fácil realizar todo essa campanha. Mas mesmo em filmes brazucas como Tropa de Elite 2 esse recurso de link com outras mídias também é utilizado.

Acho que o futuro da comunicação(acho que já é presente, se chama viral) e principalmente do entretenimento, passa por uma plataforma multipla de mídias que possam ampliar o conteúdo e quem sabe também dialogar mais diretamente com o produto principal. No caso dos filmes isso ainda requer tempo e disponibilidade dos meios estarem acessíveis para todos. Não teria como associar uma frase de um filme com um vídeo previamente postado no youtube, pois muitos poderiam não ter visto o vídeo e não entender no contexto do filme. Mas de forma bem sutil esse recurso já pode ser usado e está sendo bem utilizado. Acho inovador, divertido e aponta novos rumos que logo se tornarão tendências.

Para saber mais procure vídeos relacionados a Homem de Ferro 2, provavelmente vocês acharão uma propaganda de uns óculos hightech que qualquer um gostaria de ter. Tá vou ser bonzinho e postar o vídeo aqui.

Legal né, faz a gente querer que existisse uma Stark Enterprises na nossa sociedade ou não?

Atualização

Vi hoje em outro blog um viral muito bem elaborado do novo filme de J.J.Abrams. Para quem não sabe Abrams criou Lost e Fringe, que são séries recheadas de mistérios e dicas para os fãs se fartarem nas especulações e deduções. Vale a pena conferir. Como sou fã do Abrams e dos virais já fui fiscado. Confiram aqui.

Comentários são sempre bem vindos. Até o próximo.

Avatar II

Não podia deixar passar a oportunidade de mostrar a vocês esse vídeo. Um tal de Hungry Beast postou no Youtube uma versão de Avatar muito peculiar. Não sei quem fez, mas caprichou. Ele aproveitou o hype que Avatar gerou e fez esse vídeo que até agora teve 336900 exibições e foi postado em 4 de março. Dá mais de 16 mil visualizações por dia! Gerou um belo buzz, afinal fiquei sabendo do vídeo graças a minha namorada que mandou o link e ela provavelmente recebeu o link de alguém. Se esse Hungry Beast trabalha na área audiovisual com certeza promoveu muito bem seu trabalho.

O vídeo mostra Pandora 10 anos depois do final do primeiro filme. No começo parece tudo normal, mas quando o Darth Vader aparece em cena, aí se ve que é galinhagem. Eu reconheci pelo menos 10 referências à outros filmes. Muito bem editado e até os Navi são relativamente convincentes. Não sei se isso não foi alguma jogada de “marketing”(termo que se usa muito, mas não é correto, mas outra hora falamos disso) para autopromoçâo. Seja como for esse vídeo é a própria pós-modernidade em ação. Referências dentro de referências, uma colagem de ícones facilmente reconhecivéis. Ele usa uma linguagem de trailer para unir ao redor de uma idéia(a da parte dois de Avatar) vários outros momentos clássicos do cinema de entretenimento, assim criando um resultado facilmente identificável e ao mesmo tempo inovador. Isto é muito do conceito de pós-moderno. Ali nada se criou, mas se reciclou, se reaproveitou, mas de uma forma que o conteúdo de onde as referências foram tiradas entraram em outro contexto e formaram um novo elemento: a versão cômica de Avatar que podemos ver aqui embaixo.

Talvez esse meu post tenho ficado meio profundo de mais no fim, quando na verdade era para ser cômico. Isso que dá estudar semiótica pós-estruturalista francesa contemporânea(uia).  Mas o objetivo era demonstrar que este vídeo diz muito do que vivemos hoje. Heitor Carlos Panzenhagen Júnior explora bem isto neste artigo, onde em certo momento afirma que o moderno e o pós-moderno exploram o capital cultural de outrora. O pós-moderno se apropria de uma bagagem cultural que já está presente no imaginário e por isso é uma referência de fácil assimilação. É o caso de usar personagens de outros filmes para contar uma nova história.

Fredric Jameson cita que o uso da cor no cinema, em oposição ao antigo formato em preto e branco, é um sinal do fim do realismo e do moderno. Quem dirá então um filme como Avatar que foi quase todo feito em CGI(imagem gerada por computados na sigla em inglês)? E o autor norte-americano ainda diz que o ver(cinema, ou qualquer outra coisa) e ver em excesso é típico do ser contemporâneo e que no cinema “o espectador simplesmente explora e canibaliza a obra de arte criada exatamente para esse propósito com uma apropriação aleatória”. Não foi isso que vimos nesse vídeo? Um cara que viu filmes demais e usou tuda essa bagagem cultural para criar uma narrativa onde o simples fato de reconhecermos algumas partes, ajuda a criar uma nova história.

Internauta não tem memória

Li na revista Meio e Mensagem esta notícia hoje e agora acrescento minha opinião sobre o assunto.

A publicidade na internet não parece ser lembrada pelos internautas. Segundo uma pesquisa da Millward Brown Brasil apresentada no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa (ABEP) o público jovem e adulto quando lembra da publicidade associa primeiro à tv, depois site, revista e por último Youtube. Não significa que a publicidade no meio digital não seja eficaz ou lembrada, mas de acordo com Valquíria Garré, que apresentou a pesquisa,  o mais importante é conteúdo relevante. As pessoas não lembram das campanhas na internet, a não ser que mostrem algum conteúdo relevante. Valquíria dá o exemplo da Coca-Cola(sempre ela) que vincula propagandas na tv, mas no site disponibiliza entretenimento, diversão e benefícios reais para os consumidores. A Coca mantém assim o público em contato com a marca de uma forma diferente. Isto é uma tendência que deve ser seguida? Na minha opinião sim, claro! Por que eu entraria (e ficaria) em um site de produto que só me mostra propaganda. Por mais que ela seja bonita, criativa, interessante, ela tem um objetivo muito específico. Agora se entro no site e tenho algo mais, tenho interatividade, conteúdo, jogos, música, vídeo, etc…eu vou permanecer mais tempo. É o que acontece no caso da Coca, o internauta está em contato com a marca, está se relacionando com ela, mas de forma que lhe agrada. O consumidor está fazendo parte, está participando. A Coca criou um portal que tem diversos conteúdos. Agora com a proximidade da Copa do mundo provavelmente as visitas e o tempo navegando vão aumentar.

Outro exemplo é o energético Red Bull, que neste site possibilita que os consumidores criem roteiros que poderão virar propaganda na televisão. Apesar do único “prêmio” é o roteiro ser realizado, isto é pura interação e participação. É a experiência de fazer parte da história dos comerciais de tv da Red Bull, que para mim são geniais

A publicidade a meu ver está em um momento de transição. Se até pouco tempo atrás tinhamos um interesse grande em ouvir o consumidor e dar a ele o que ele esperava, agora já acredito em vivenciar uma experiência. O consumidor não quer tudo pronto, quer customizar, quer interagir, quer algo com a sua cara. A palavra é essa: experiência. Não é essa a melhor forma de lembrarmos de algo? Quando lembramos da infância não nos vem algum cheiro de comida que a mãe preparava à mente? Ou o gosto de um beijo inesquecível? Experiência para trazer memórias.

Publicitários… mãos-a-obra.

Internet e a democracia na comunicação

Fotos:stock xchng Montagem: Ricardo Reis

Neste post quero de certa forma responder uma pergunta que me foi feita.  Não vou me ater a questão em si e mais na resposta, espero que vocês entendam. O que representa a internet hoje?  De que forma as ferramentas que ela disponibiliza são relevantes (ou serão no futuro)? Estas perguntas eu faço para mim mesmo na procura de respostas mais abrangentes.

Primeiro eu devo dizer que no meu ponto de vista a internet é muito importante(dã). “Grande novidade” você dirá…mas eu explico. Quando eu era criança nos anos 80 achava que os anos 2000 nos reservavam carros voadores(e quem não achava?), armas de raio laser, robôs que fariam tudo por nós, entre outras coisas incríveis, que não aconteceram. Nada disso se tornou realidade do ponto de vista prático e comercial. Mas alguém pensava que poderíamos nos comunicar instantaneamente com uma pessoas do outro lado do mundo sem pagar uma fortuna de ligação internacional? Não né. A internet comercial que conhecemos surgiu como algo inesperado e que se encaixou nos desejos de muitas pessoas. A internet possibilita a expressão, a comunicação, o ver e ser visto, mais do que qualquer meio já proporcionou. Antes tínhamos poucas possibilidades de comunicação interpessoal. Era carta, telefone, telegrama e só. Talvez o que possibilitasse um maior uso de criatividade fosse a carta, mas mesmo assim bem restrito. Hoje graças a internet eu posso me comunicar mandando um vídeo de um filme romântico para minha namorada sem mais nenhuma palavra. Eu posso mandar um Mp3 de “Aluga-se” do Raul Seixas para o Lula como forma de crítica social. Eu posso mandar um texto cheio de links que ajudarão a elucidar um argumento que tento defender. Ou seja a internet é importante pois democratizou as formas com que podemos nos comunicar. É importante na medida em que mostra que podemos nos entender, pois agora temos mais formas de nos comunicar, de nos expressarmos.

Outra coisa que vejo como um fator muito importante são as vantagens que a internet tem sobre outros meios. Como assim? Recentemente assisti uma palestra com o professor Ticiano Paludo e usarei um exemplo que ele deu. O jornal impresso é editavel pelo público. Você lê o que te interessa, você começa pelo fim, você lê só uma parte e descarta o resto. Ele é 100% editável(dentro do conteúdo que ele apresenta). Mas o jornal de ontem tem a noticia de anteontem. Ou seja, o tempo real em jornal não existe. Ele sempre vai estar meio atrasado nos acontecimentos.  Já a televisão pode ser mais imediata, os plantões de jornalismo entram com notícias importantes a qualquer momento durante a programação normal. Mas não podemos editar, no máximo trocar de canal, mas temos que aceitar o que esta passando e pronto. A internet possui o lado positivo dessas mídias e mais alguns adendos. A internet tem a interatividade  e o verdadeiro “tempo real” que esses meios não tem. Mais uma vez provando o alto nível de democratização da informação que foi alcançada com a internet.

Mas agora vou mudar um pouco o foco, mas no fim vocês entenderão o motivo. O que dizer dessas ferramentas que a internet disponibiliza? Vou me ater às redes sociais (que são inúmeras e com uma infinidade de recursos). As pessoas usam as redes sociais pelo desejo de serem vistas, de trocarem ideias, gostos em comum. Participar de algo com pessoas que gostem da mesma coisa. Isso é inerente do ser humano desde sempre(antropólogos e sociólogos podem me corrigir à vontade). O sentimento de ser e pertencer. Algumas redes sociais que surgiram e surgirão podem ser mania, moda, tendência, mas o sentimento de participar e de se comunicar é eterno. Então as pessoas podem mudar a forma como se comunicam, mas o nível de comunicação que alcançamos até hoje não irá diminuir, só aumentar.

Mas onde quero chegar? É sabido que a maioria dos usuários do Orkut é brasileiro, já muitos americanos usam o Myspace ou o Facebook. Talvez um dia as pessoas daqui cansem do Orkut, mas elas não deixaram de existir no mundo virtual. Elas migrarão para outra ferramenta. Para compartilhar imagens se usava o fotolog, hoje é muito mais prático(e com interface mais simples) usar o Flickr. As ferramentas evoluem, ou surgem novas ainda não pensadas, mas no fim sempre haverá alguma que agrade alguém. Nesse momento volto ao ponto que argumentei inicialmente. Isto é democracia. Se você não gosta do Orkut, use o Facebook.  Se você tem uma banda use o Myspace, se não tem use também. Se quer mostrar suas imagens use o Flickr, se quer mostar vídeos crie um perfil no Youtube. Sempre haverá uma opção. Se você não gosta de nenhuma dessas alternativas, procure novas, elas existem e não são poucas. Eu vejo a internet como algo mágico, que pode sempre nos surprender, mas podemos assumir o controle sobre ela. Diferente de outros meios de comunicação que estão produzindo conteúdo , muitas vezes a revelia do interesse real dos públicos. A internet possibilita os meios de expressão, as pessoas podem escolher e usá-los como quiserem. Quem pensaria nisso nos anos 80? Talvez o Tim Berners-Lee.

Para concluir acho que tudo que está na internet hoje pode sumir, mas outra coisa surgirá. O que não vai sumir é o desejo de se comunicar, e se ele puder ser o mais completo(e complexo) possível, nos humanos agradeçemos. Pois para mim o meu gmail é bem mais útil que um carro voador.

Tecnologia e publicidade

Na internet quase sempre nos deparamos com muitas coisa medíocres, lugares comuns e afins…mas às vezes achamos coisas que impressionam. Uma delas que descobri a pouco é um comercial de tv feito por uma agência de publicidade da Alemanha, chamada Scholz&Friends. O cliente é a empresa Saturn do ramo de computação.  O vídeo mostra uma “evolução” da humanidade de uma forma diferente. Mas melhor do que falar, é ver e sacar que eles usaram a tecnologia para contar uma história da evolução da tecnologia. Essa interconexão de conceitos me fascina, pois pode ser muito bem explorada na publicidade. Assistam e comentem.