Leituras de 2013 – Atualizado

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Neste post vou listar minhas leituras do ano. Ele ficará em atualização constante.

 

Lembrando que não farei resenha, só um pequeno resumo com minhas impressões. Todos são recomendados,  se eu ler algo que não gostar não vou colocar aqui (ou talvez eu coloque, vamos ver).

Janeiro

1º A Física do Futuro: Como a Ciência Moldará o Mundo nos Próximos Cem Anos – Michio Kaku (2011), Editorial Bizâncio. 464 pág.

Se vocês gostam de ficção científica leiam esse livro para descobrir que a ficção é menos incrível do realmente está acontecendo nos laboratórios ao redor do mundo. Sensacional e de fácil leitura.

2º O Silmarillion – J.R.R. Tolkien (1999), Martins Fontes. 480 pág.

Para os fãs do mundo fantástico de Tolkin, que ficou famoso com O Senhor dos Anéis, leia este e descubra como tudo começou milhares de anos antes, no alvorecer da Terra-média. Leitura difícil.

3º Assassinatos na Rua Morgue e outras histórias – Edgar Allan Poe(2012), L&PM POCKET. 158 pág.

Pequena antologia de contos curtos. Alguns sensacionais e de um humor sutil e negro de dar inveja, vide “Nunca aposte sua cabeça com o Diabo”. Nesse livro você também encontra uma mini biografia de Poe e o conto que inaugurou a literatura de suspense policial, que dá título ao livro. Recomendado.

Fevereiro

4º The Walking Dead nº1 – nº50 – Kirkman, Moore, Adlard (2003-2013), Image Comics. (25 pág. por edição)

A premiada hq que já virou serie de tv de sucesso, é uma obra-prima que foca muito mais nos conflitos humanos, do que no pano de fundo do ataque zumbi. Ótimos roteiros, com incessantes reviravoltas e arte expressiva em preto e branco. Leitura para adultos.

5º Clint Eastwood: Nada Censurado – Marc Eliot(2012), Nova Fronteira. 371 pág.

Biografia sincera que expõe o lado bom, o mau e feio de Mr. Eastwood. Mas a historia dele como produtor/diretor/ator é incrível e tem que ser respeitada. Baita livro. Para quem gosta de cinema é essencial pois esmiuça bem o processo de feitura de todos os seus filmes. Devorado em 5 dias.

6º O Cinema e a Produção – Chris Rodrigues, Lamparina. 259 pág.

Se você como eu trabalha na area audiovisual, ou pretende, esse livro é um belo apanhado de tudo que é necessário saber. O autor aborda todos os passos de uma produção, porém como fala de tudo, acaba sendo só um pouco de cada coisa. Parece que faltou algo. A edição poderia ser um pouco mais caprichada também. Mas os formulários técnicos e os fluxogramas compensam. Belo livro, mas abordagem superficial.

Março

7º Eu Christiane F., 13 Anos Drogada Prostituida – Horst Rieck & Kai Hermann, Abril Cultural. 254 pág.

Mês corrido, sem muitas leituras. Nesse relato bem cru da realidade do mundo do vício em drogas pesadas (heroína) somos expostos a uma história real, chocante e degradante. Talvez não cause hoje o mesmo impacto do que na época, mas a narrativa sempre em primeira pessoa tem a incrível capacidade de nos transportar para Berlin no fim dos anos 1970. Leitura pesada(sem trocadilhos).

Abril

8º Contra Todos os Inimigos – Richard A. Clarke, Francis. 325 pág.

Escrito por quem trabalhou para 4 presidentes em ações contra-terroristas e viu e gerenciou a tragédia de 11/09. Podemos descobrir os bastidores do poder e como interesses (ou desinteresse) dos governantes podem acabar com milhares de vidas. Muito interessante descobrir muita coisa dos últimos presidentes e como suas ações repercutem em toso o mundo, na busca de livrar o planeta em uma guerra ao terror. Leitura que flui.

9º Ficção de Polpa: Crime! – Org. Samir Machado de Machado, Não Editora. 159 pág.

Coletânea de contos inspirado nas clássicas pulp fiction americanas. Independente do papel em que são impressos, estes contos são ótimos de ler. Destaque para o de Octavio Aragão (com uma aventura do famoso detetive de Baker Street) e Carlos Orsi com um conto de crimes que se passa num reality show, bem humorado e bem bolado. Destaque também para a tradicional faixa bonus com um conto de Ernest Bramah e as ilustrações de propagandas de produtos antigos. Leitura para uma ida de ônibus ao centro.

Maio

10º Punição para a Inocência – Agatha Christie, L&PM. 270 pág.

Minha primeira incursão pelos mistérios psicológicos de Mss. Christie. Curti, principalmente o desenvolvimento e as descobertas sobre os personagens que foram trazendo fatos novos e aumentando a expectativa pelo desfecho. Houve surpresa, nem tanto no criminoso, mas em todo o modo como o crime ocorreu, mas algumas pisadas na bola no final decepcionaram. Boa leitura, sem compromissos de grande literatura.

Junho – Dezembro

Período complicado, com tempo mais escasso do que o normal. Mas vai uma lista só dos títulos lidos.

11 – Mistério no Caribe – Agatha Christie, L&PM, 216 pág.

12 – A Maldição do Espelho – Agatha Christie, L&PM, 288 pág.

13 – Memórias de Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle, L&PM, 303 pág.

14 – As melhores Histórias de Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle, L&PM, 139 pág.

15 – A Ciclista Solitária e Outras Histórias – Arthur Conan Doyle, L&PM, 224 pág.

16 – A Propaganda Brasileira Depois de Washington Olivetto – João Renha, Leya, 379 pág.

17  – Empreendedorismo – Paulo Sertek, IBPEX Dialógica, 237 pág.

18 – O Guia Não Oficial de Mad Man: Os Reis da Madison Avenue – Jesse McLean, Best Seller, 288 pág.

E era isso. Do meio pro fim do ano ficou mais complicado atualizar com resenha, mas aí está a lista completa. Não são tantos títulos e gêneros quanto eu gostaria. Mas como eu tinha a meta de um livro lido por mês, então a meta foi batida. Espero ano que vem, a meta é pelo menos 2 livros por mês. Será que rola? Vou tentar.

Abraços e obrigado se você leu até aqui. Deixe um curtir ou comentários para dar sua opinião.

Fã trailer – The Dark Knight Rises

Para quem não sabe, sou um grande fã do personagem de HQs, criado em 1939 por Bob Kane. Sim o Batman da DC Comics. Com as filmagens já rolando e o próximo filme da trilogia de Christopher Nolan engatilhado, surgem imagens e vídeos relacionados a todo momento. Eu, como bom fã resolvi entrar nessa. Então eu copiei na cara dura pedi para usar o único trailer oficial que saiu até agora e juntei com imagens de pessoas que acompanharam as gravações externas em Pittsburgh e New York e montei esse vídeo que vocês podem assistir abaixo. Vejam logo antes que a Warner delete peça gentilmente para ser retirado do youtube.

Como as cenas postadas pelos “paparazzi” foram gravadas com celulares ou cameras digitais com pouca qualidade, tive que fazer uns ajustes. Outra modificação foi que eu usei a técnica de noite americana, ou seja, imagens gravadas durante o dia recebem tratamento digital para parecerem que foram feitas à noite. Curtam aí e postem seus comentários.

Eu vi: Thor

Ontem estava assistindo ao documentário Secret Origin: The Story of DC Comics e nele o mestre Neal Adams diz: junte o melhor roteirista do mundo e o melhor desenhista do mundo e eles produzirão uma obra de arte. Esta obra se chama comic book (gibi, ou como eu prefiro HQ). Pois é e como disse Neil Gaiman, HQ não é um genero e sim um meio. E estamos vendo cada vez mais estas histórias criadas nas páginas das revistas chegarem a um novo meio, o cinema. Claro isso não é novidade, desde Superman de 79, passando por Batman de Tim Burton, depois Homem -Aranha, X-Men, Homem de Ferro, Watchmen, até chegar ao que eu considero a melhor adaptação os filmes do Batman do Nolan. Mas o assunto aqui é Marvel e o filme Thor. Antes de falar do filme, uma observação. Assisti em 3D, e apesar do meu preconceito infundado, descobri que a experiência é muito legal. Neste filme especifico até podia ser sem 3D, mas ele não chega a ter destaque, nem para o bem nem para o mal. É mais efeito visual legal. Ponto.

Sobre o filme. O diretor Kenneth Branagh é famoso por suas adaptações cinematográficas dos textos de Shakespeare e talvez por isso tenha sido chamado para filmar um filme baseado em mitológia nórdica (mesmo que adulterada pela Marvel). estão presentes no filme o inglês arcaico, os gestos e o comportamento da realeza e mais. Neste filme vemos um certo drama de pai e filho e filho que não é filho de verdade, e responsabilidade e reino, etc…tão presente nos textos shakespeareanos. Claro que não espere a profundidade de Hamlet, mas para um filme de ação e aventura a história foi bem desenvolvida e não há furos no roteiro, nem situações mal explicadas. A ação pode parecer pouca, mas como é um filme de origem, não poderia ser só ação. Destaque para a luta de Thor e seus companheiros contra os Gigantes de Gelo.

mas os pontos que eu mais destaco são:

1- a direção de arte e os efeitos especiais. Asgard, as armaduras, os cenários, é tudo de encher os olhos e mesmo que seja pura ficção, convence. É como se aquilo tudo existisse mesmo. A ponte Bifrost é muito legal, e foi muito bem resolvida a questão da ponte ser feita com as cores do arco-íris, só vendo para entender. A parte cósmica e os poderes dos deuses ficaram legais, mas sem chamar mais atenção do que a história. Os efeitos estão ali para ajudar a contar e contextualizar o grande poder que esses personagens possuem. Outro destaque a aparição de Odin com seu cavalo de oito patas Sleipnir.

2-as referências nerds, aquelas que todo apreciador de HQ, principalmente da Marvel, podem  reconhecer e se regojizar. A aparição de um novo personagem e o final pós-créditos (vale a pena ficar até o final).

3-a atuação de Chris Hemsworth como Thor. Eu já tinha visto um filme com o cara e achei ele bem meia-boca. Mas neste ele soube fazer bem o papel de príncipe arrogante que perde os poderes e aprende a humildade. Anthony Hopkins como Odin. Como eu li em algum lugar, parece que o velho sempre foi o “Pai de Todos”, muito boa a atuação dele. Natalie Portman fazendo como sempre um bom papel, mesmo que seu personagem não exigisse muita dramaticidade. Mas talvez o melhor seja TomHiddleston como Loki. Em alguns momentos sentimos a até pena dele, mas no fim ele se revela como o grande deus da mentira e da trapaça. Muito bom ator.

No fim só posso dizer, que eu como nerd que espera desde a infância ver esses personagens animados e com grandes efeitos visuais, me senti emocionado ao ver esse filme. Thor volta em Os Vingadores, aguardai-vos, ó estimados amigos.

Alan Moore’s From Hell

Londres, 1888. Nesta década muitos fatos marcaram a história: em 1880 Thomas Edison produz a lâmpada elétrica; 1884 H.C. Maxim inventa a turbina a vapor; 1885 Karl Benz cria o carro a motor; 1887 Heinrich Hertz gera as primeiras ondas de rádio; na política em 1884 a França toma a Indochina, o que ecoaria na Guerra do Vietnã anos mais tarde; o anti-semitismo começa a se proliferar pela Europa após a publicação Le France Juive. Como o próprio Moore cita no apêndice de Do Inferno “a década de 1880 contém as sementes do século XX, não só em termos de política e tecnologia, mas também nos campos da arte e da filosofia.” E de certa forma os assassinatos de Whitechapel encerram o espírito vitoriano do século XIX.

Foi na capital da Inglaterra, especificamente em Whitechapel que uma serie de crimes chocou a sociedade inglesa, apesar de que nenhum dos envolvidos sequer poderia imaginar que seus atos (ou a ausência deles) ecoaria no imaginário mundial mais de 120 anos depois.  Conhecido hoje como os crimes de Jack, o Estripador (Jack, The Ripper no original em inglês), na época chamado de os “Assassinatos de Whitechapel” é muito mais do que uma chacina de prostitutas pobres do submundo londrino. Estes fatos até hoje estão encobertos por mentiras, incertezas e especulações, porém o escritor inglês Alan Moore e o desenhista escocês Eddie Campbell tentam nesta obra, senão sanar as dúvidas sobre o assunto, pelo menos trazer uma nova luz repleta de significados aos chocantes crimes.

É preciso contextualizar o leitor sobre que obra me refiro. From Hell ( Do Inferno publicado no Brasil pela Via Lettera em 2000) mistura ficção e história para narrar estes fascinantes, porém horrendos, acontecimentos. A graphic novel consta em uma lista feita por um site respeitável relacionado a quadrinhos e literatura(cujo nome agora não recordo), como uma das 5 obras mais relevantes de todos os tempos. Nas cinco primeiras posições constam ainda Watchmen (do mesmo Alan Moore), O Cavaleiro das Trevas e Y: the last man. Como li todas, exceto Y posso afirmar que a posição é merecida. Porém eu iria mais longe e colocaria a graphic novel em primeiro lugar. Meus motivos:

1º O escritor Alan Moore pesquisou centenas de fontes históricas para recriar inclusive diálogos com gírias usadas na época pelas prostitutas. A recriação dos personagens passou por uma minuciosa pesquisa de biografias e relatos que pudessem esclarecer como eram , como agiam, quais eram suas motivações, seus aspectos psicológicos e muito mais dos protagonistas da história. Só por isso já vale uma menção.  From Hell é praticamente uma tese de doutorado sobre os hediondos assassinatos.

2º Com o mesmo rigor acadêmico o ilustrador Eddie Campbell pesquisou, segundo Moore, uma quantidade ainda maior de referencias do que ele próprio. O objetivo era recriar com perfeição o cenário arquitetônico da época, afinal a arquitetura tem papel importante na história como veremos adiante. Quem mais que você conhece que estudou fotos e plantas originais para poder desenhar com riqueza de detalhes o interior de um manicômio inglês do século XIX?

3º From Hell não tem cores, usa com maestria apenas o claro e escuro (p&b). Não tem nenhum super herói (e nem sequer heróis?) e nem batalhas épicas. A narrativa se baseia nos diálogos, porém quando necessário os desenhos acrescentam muito à narrativa. Aqui alguns rabiscos com cara de charge conferem uma incrível sensação realista e expressam emoções e sentimentos com perfeição, quando as palavras não são suficientes. Nota 10 para a narrativa.

4º Especular sobre o envolvimento da família real nos assassinatos, a existência de um filho bastardo do príncipe e a participação da Maçonaria em toda a complexa rede de eventos que culminou na morte de 5 prostitutas, aparentemente insignificantes, é bem corajoso. Por ser inglês e tratar desse assunto com coragem merece outra menção honrosa. Ok, muito das especulações de Moore tem base em livros como Jack the Ripper: The Final Solution de Stephen Knight, mas tudo que este autor e outros apenas insinuaram, Alan Moore afirmou, mesmo que no mundo ficcional das HQs.

Poderia listar mais detalhes que para mim fazem de From Hell uma obra admirável, não só dos quadrinhos como da literatura em geral. Mas quero seguir minha resenha contando um pouco sobre seu conteúdo.

Continua…

Homem de ferro 2: além do filme

Esse post feito as pressas não é bem uma resenha sobre o filme. É algo mais. É sobre tudo que cerca o filme(ou os filmes em geral). Explico. O personagem Homem de Ferro é o alter ego do industrial, inventor e cientista Anthony Stark. Isso claro no mundo ficcional dos quadrinhos. Pois bem, esse personagem ficou mais conhecido do grande público graças ao primeiro filme do Homem de ferro, que contou a origem do personagem e  o apresentou para os menos aficcionados por HQ. Então pode se dizer que ele não é mais um desconhecido. Creio que quando se fala em Homem Aranha, Batman ou Superman, pessoas dos mais longínquos rincões saberão de quem se trata. Já com o Hemem de Ferro creio que está começando a acontecer o mesmo. Mas tudo isso foi para contextualizar o tema principal. O trabalho da publicidade aliada ao lançamento de um grande filme. Por exemplo em Homem de Ferro 2: o personagem Tony Stark idealizou uma feira de tecnologia a Star Expo 2010, com direito a site e tudo. Além disso pode se ver no youtube propagandas dos produtos lançados na feira. Tudo fictício é claro, assim como o filme. Mas esse grau de interação entre o filme e a publicidade me chamam a atenção. Foi uma sacada genial. Ajuda a trazer mais verossimilhança a algo que logicamente sabemos se tratar de ficção. Mas com toda essa estratégia de comunicação fica mais crível um homem vestido de armadura cibernética enfrentando supervilões. Acho sensacional quando se extrapola uma mídia específica para ajudar a apresentar algo. Primeiro o personagem salta dos quadrinhos para desenhos animados, depois para filmes, e do filme geram subprodutos.  Isso dá uma nova vida a algo que já é bem corriqueiro: lançamento de novos filmes. Claro que em se tratando de hollywood fica mais fácil realizar todo essa campanha. Mas mesmo em filmes brazucas como Tropa de Elite 2 esse recurso de link com outras mídias também é utilizado.

Acho que o futuro da comunicação(acho que já é presente, se chama viral) e principalmente do entretenimento, passa por uma plataforma multipla de mídias que possam ampliar o conteúdo e quem sabe também dialogar mais diretamente com o produto principal. No caso dos filmes isso ainda requer tempo e disponibilidade dos meios estarem acessíveis para todos. Não teria como associar uma frase de um filme com um vídeo previamente postado no youtube, pois muitos poderiam não ter visto o vídeo e não entender no contexto do filme. Mas de forma bem sutil esse recurso já pode ser usado e está sendo bem utilizado. Acho inovador, divertido e aponta novos rumos que logo se tornarão tendências.

Para saber mais procure vídeos relacionados a Homem de Ferro 2, provavelmente vocês acharão uma propaganda de uns óculos hightech que qualquer um gostaria de ter. Tá vou ser bonzinho e postar o vídeo aqui.

Legal né, faz a gente querer que existisse uma Stark Enterprises na nossa sociedade ou não?

Atualização

Vi hoje em outro blog um viral muito bem elaborado do novo filme de J.J.Abrams. Para quem não sabe Abrams criou Lost e Fringe, que são séries recheadas de mistérios e dicas para os fãs se fartarem nas especulações e deduções. Vale a pena conferir. Como sou fã do Abrams e dos virais já fui fiscado. Confiram aqui.

Comentários são sempre bem vindos. Até o próximo.

História em quadrinhos de alto nível

Não poderia deixar de falar neste blog de um assunto que eu adoro. Histórias em quadrinhos. Desde antes de saber ler(na verdade começei a aprender lendo-as) já aficcionado por elas. No começo mais pelos desenhos e depois pelos roteiros. Não era muito fã de Turma da Mônica ou Disney, eu curtia mesmo era a Marvel e a família DC (Batman, Superman, Flash, etc…)

Considero que o nível da arte dessas HQs me fascinou mais que os simples traços do Mauricio de Sousa. Todo o respeito por esse Walt Disney tupiniquim, mas não era meu estilo mesmo.

Mas eu quero falar de Planetary, criada pelo escritor Warren Ellis e o desenhista John Cassaday e publicada pelo selo Wildstorm da DC Comics. Considerada por muitos como uma das séries mais inteligentes e inovadoras dos últimos tempos, PLANETARY é um poço de referências que reúne praticamente todas as idéias do universo ficcional da literatura, do cinema e dos próprios quadrinhos. Realmente são inúmeras referencias que não é qualquer um que pesca de primeira, mas uma coisa legal é justamente isso. Identificar as referências.

Fora isso os diálogos e o enredo da história são muito bem construídos pelo escritor inglês Warren Ellis. E os deslumbrantes e super detalhados desenhos de John Cassaday são um caso à parte.

Descobri a HQ só em 2009, apesar de ser publicada desde 1999. Já li toda a série de 27 edições e é entretenimento garantido, além de um colírio para os olhos. Recomendado.