Fã trailer – The Dark Knight Rises

Para quem não sabe, sou um grande fã do personagem de HQs, criado em 1939 por Bob Kane. Sim o Batman da DC Comics. Com as filmagens já rolando e o próximo filme da trilogia de Christopher Nolan engatilhado, surgem imagens e vídeos relacionados a todo momento. Eu, como bom fã resolvi entrar nessa. Então eu copiei na cara dura pedi para usar o único trailer oficial que saiu até agora e juntei com imagens de pessoas que acompanharam as gravações externas em Pittsburgh e New York e montei esse vídeo que vocês podem assistir abaixo. Vejam logo antes que a Warner delete peça gentilmente para ser retirado do youtube.

Como as cenas postadas pelos “paparazzi” foram gravadas com celulares ou cameras digitais com pouca qualidade, tive que fazer uns ajustes. Outra modificação foi que eu usei a técnica de noite americana, ou seja, imagens gravadas durante o dia recebem tratamento digital para parecerem que foram feitas à noite. Curtam aí e postem seus comentários.

Eu vi: X-Men: First Class

Como fiz antes com o filme do Thor, apresento agora um review de X-Men:First Class. X-nerds prestem atenção, vocês leram a crítica de um dos melhores filmes sobre mutantes já feitos. Após os fracassos de bilheteria e critica dos dois ultimos filmes da franquia (X-Men 3 e Wolverine) admito que estava receoso com o resultado deste filme. Vi muitos trailers antes e devo dizer que eles não me empolgaram muito em relação a qualidade da história, mas pelo menos chamava a atenção para as cenas de ação. Peguei um dia de promoção(sou um publicitário pobre), em uma terça-feira muito fria e fui ao cinema.  E o que eu vi? Bem, como direi, é um ótimo filme, levando em consideração o contexto em que ele foi feito. Não tem nada muito espetacular, mas diverte. Na minha opinião o maior trunfo do filme é esse. Ser um filme divertido, que não insulta o espectador, mas também não é nenhuma obra de arte. Queria ter feito essa resenha logo depois de ver o filme, mas realmente não deu tempo, ou seja, agora o filme já não está mais no cinema, mas quando sair em DVD pode alugar com fé, que é um bom entretenimento.

A história do filme é interessante pelo fato de mostrar a juventude de dois dos principais mutantes do universo Marvel, Charles Xavier e Eric Lehnsher(Prof. X e Magneto respectivamente). Neste filme se entende o porque da importância dos dois. Um é otimista e idealista, quer que os mutantes e humanos convivam e se ajudem. Outro acha que os mutantes são superiores, um novo passo na evolução e assim devem sobrepujar os humanos. Mas essas ideologias vão se formando no decorrer do filme. A principio não existem “mocinhos e vilões”, esse maquiavelismo não aparece. Assim sendo a experiência do filme se torna muito legal, pois quem viu a trilogia X-Men agora entende melhor a motivação dos personagens. Outro ponto forte do filme é a ambientação na década de 1960 (que foi quando os X-Men surgiram nos quadrinhos). Isso é mais uma opinião minha, mas quando as ficções se passam em eras passadas conhecidas parece que tudo se torna mais verossímel. Aparecem momentos históricos(segunda guerra, a crise dos mísseis em Cuba) e culturais e assim o filme que é pura ficção se torna mais “realista”. Um ponto negativo, que ocorre em todos os filmes de equipe, é que alguns personagens tem uma abordagem muito superficial, sabemos mais do Prof. X e Magneto e pouco dos outros (exceção do Fera e da Mística). Também acontece muita coisa e o roteiro é bem corrido, mas também deixa o filme com um ritmo frenético que não te deixa entediado.  Como foi comentado pelo ator Fassbender, o filme lembra um pouco o clima de espionagem com ficção dos filmes de James Bond, isso da um ar retrô muito bacana. Temos um vilão megalomaniaco e badgirls, bem ao estilo 007. A presença de Kevin Bacon como vilão é sensacional, pena que esse ator anda meio sumido. Ele é muito bom e casou perfeito com o personagem Sebastian Shaw. Michael Fassbender como Magneto arrebenta também e James McAvoy faz um ótimo Prof. Xavier.

Atenção SPOILERS

Se você não viu o filme e não quer estragar a surpresa, não leia o parágrafo abaixo.

Há uma cena muito legal onde Magneto e Xavier procuram outros mutantes ao redor do mundo e eles entram em um bar onde encontram Wolverine. Ele só fala uma frase, mas define perfeitamente a personalidade do personagem. Outra participação legal é da atriz que faz a Mística na primeira trilogia (Rebecca Romijn). Há mais algumas referências nerd, não muitas. Mas os aficcionados pelos quadrinhos vão percebem e achar legal.  Nem tudo é perfeito e há alguns deslizes (como o personagem negro ser o primeiro a morrer e a latina ser a traidora), mas dentro de uma visão hollywoodiana isso é normal (infelizmente).
Fim dos SPOILERS.

Concluindo o filme é bom , diverte, tem alguns erros, mas no geral mais acertos. Claramente ele pavimenta o caminho para uma nova trilogia que deve culminar na época anterior ao primeiro filme dos X-Men.  É uma sacada bem legal de um dos roteristas (Brian Singer) que dirigiu os dois primeiros X-Men. Então espero que mantenham o nível deste e melhorem alguns erros. Eu recomendo.

Se você viu o filme e quer dar sua opinião escreva um comentário abaixo. Em breve resenha do Capitão América: O Primeiro Vingador.

Eu vi: Thor

Ontem estava assistindo ao documentário Secret Origin: The Story of DC Comics e nele o mestre Neal Adams diz: junte o melhor roteirista do mundo e o melhor desenhista do mundo e eles produzirão uma obra de arte. Esta obra se chama comic book (gibi, ou como eu prefiro HQ). Pois é e como disse Neil Gaiman, HQ não é um genero e sim um meio. E estamos vendo cada vez mais estas histórias criadas nas páginas das revistas chegarem a um novo meio, o cinema. Claro isso não é novidade, desde Superman de 79, passando por Batman de Tim Burton, depois Homem -Aranha, X-Men, Homem de Ferro, Watchmen, até chegar ao que eu considero a melhor adaptação os filmes do Batman do Nolan. Mas o assunto aqui é Marvel e o filme Thor. Antes de falar do filme, uma observação. Assisti em 3D, e apesar do meu preconceito infundado, descobri que a experiência é muito legal. Neste filme especifico até podia ser sem 3D, mas ele não chega a ter destaque, nem para o bem nem para o mal. É mais efeito visual legal. Ponto.

Sobre o filme. O diretor Kenneth Branagh é famoso por suas adaptações cinematográficas dos textos de Shakespeare e talvez por isso tenha sido chamado para filmar um filme baseado em mitológia nórdica (mesmo que adulterada pela Marvel). estão presentes no filme o inglês arcaico, os gestos e o comportamento da realeza e mais. Neste filme vemos um certo drama de pai e filho e filho que não é filho de verdade, e responsabilidade e reino, etc…tão presente nos textos shakespeareanos. Claro que não espere a profundidade de Hamlet, mas para um filme de ação e aventura a história foi bem desenvolvida e não há furos no roteiro, nem situações mal explicadas. A ação pode parecer pouca, mas como é um filme de origem, não poderia ser só ação. Destaque para a luta de Thor e seus companheiros contra os Gigantes de Gelo.

mas os pontos que eu mais destaco são:

1- a direção de arte e os efeitos especiais. Asgard, as armaduras, os cenários, é tudo de encher os olhos e mesmo que seja pura ficção, convence. É como se aquilo tudo existisse mesmo. A ponte Bifrost é muito legal, e foi muito bem resolvida a questão da ponte ser feita com as cores do arco-íris, só vendo para entender. A parte cósmica e os poderes dos deuses ficaram legais, mas sem chamar mais atenção do que a história. Os efeitos estão ali para ajudar a contar e contextualizar o grande poder que esses personagens possuem. Outro destaque a aparição de Odin com seu cavalo de oito patas Sleipnir.

2-as referências nerds, aquelas que todo apreciador de HQ, principalmente da Marvel, podem  reconhecer e se regojizar. A aparição de um novo personagem e o final pós-créditos (vale a pena ficar até o final).

3-a atuação de Chris Hemsworth como Thor. Eu já tinha visto um filme com o cara e achei ele bem meia-boca. Mas neste ele soube fazer bem o papel de príncipe arrogante que perde os poderes e aprende a humildade. Anthony Hopkins como Odin. Como eu li em algum lugar, parece que o velho sempre foi o “Pai de Todos”, muito boa a atuação dele. Natalie Portman fazendo como sempre um bom papel, mesmo que seu personagem não exigisse muita dramaticidade. Mas talvez o melhor seja TomHiddleston como Loki. Em alguns momentos sentimos a até pena dele, mas no fim ele se revela como o grande deus da mentira e da trapaça. Muito bom ator.

No fim só posso dizer, que eu como nerd que espera desde a infância ver esses personagens animados e com grandes efeitos visuais, me senti emocionado ao ver esse filme. Thor volta em Os Vingadores, aguardai-vos, ó estimados amigos.

Remakes e homenagens ou falta de criatividade

Saudosismo, nostalgia, reverência ou falta de idéias melhores? Não sei o motivo, mas a onda de refilmagens que assola o cinema hollywoodiano ultimamente nunca foi vista antes. Senão vejamos: Os Caça-Fantasmas, Máquina Mortífera, Os Doze Condenados, A Hora do Espanto, A História Sem Fim. Fora os que já foram feitos como Fúria de Titãs, A Pantera Cor-de-Rosa, A Hora do Pesadelo, Tron, O Destino de Poseidon(tá ,esse já faz tempo). E os que receberam seqüencias quando se achava que os atores principais já estavam velhos demais: Indiana Jones, Rambo, Duro de Matar. Sem falar em versões cinematográficas das series de TV que nos faziam companhia à tarde: Esquadrão Classe A, Agente 86, Elo Perdido…

A lista é grande e meu objetivo não é nomear todos, mas já deu para ter uma idéia de como usar os mesmos personagens e as mesmas historias é lugar comum no cinema pop norte-americano. Mas o que eu quero comentar são os efeitos e as impressões que esta “jogada” de Hollywood me causa.

Primeiro: A maioria desses filmes é do fim dos anos 70 até o fim dos 80. Quem era criança ou adolescente nesta época(como eu), hoje está na casa dos 30 ou 40 anos de idade. Aqueles jovens que ficaram impressionados com as viagens de Marty Mcfly, as aventuras de Indy ou as matanças de John Rambo, hoje cultuam estes filmes. Estes jovens inocentes viam Fúria de Titãs e achavam o máximo ( recentemente revi o original e como filme nem é grande coisa, mas os efeitos especiais impressionam pela época que foram feitos). Nos dias atuais esse público é o maior consumidor de sabonete, pão, carros e…filmes. Sim, essa faixa etária corresponde a maior parte da população economicamente ativa no mundo. Então nada mais justo que uma indústria cinematográfica, mais preocupada com a lucratividade, foque seus esforços em fazer produtos para a maioria. Sim galera, somos a maioria( pelo menos nesse aspecto) e sim, gostamos de filmes que vimos quando nossa vida era mais fácil e talvez por isso ver Harrison Ford de chapéu de novo seja tão familiar e reconfortante.

Segundo: Os jovens de hoje se importam com estes clássicos? Bem, esse dias li no jornal que quando o ator Paul Newman morreu perguntaram para alguns jovens o que eles achavam e eles responderam: -“que Paul Newman, o das saladas?”( o ator tinha uma marca de saldas para reforçar a aposentadoria). Outro exemplo, conversando com um colega de trabalho que tem 19 anos não sabia que Fúria de Titãs(2010) era uma refilmagem!?!?!?!

Ou seja, os jovens não vão ver esses filmes pois tem a referência dos antigos e sim porque os efeitos visuais e as campanhas de divulgação são atrativas. Assim como o público de 30/40 vai porque querem ver seus velhos heróis com um acabamento visual mais apurado. No fim tudo se resume à imagem, os efeitos especiais e visuais são usados como “muleta” para roteiros ruins. E esses artifícios acabam conquistando todas as gerações? Parece que sim, vivemos uma era da imagem, da informação rápida e no fim o que não fica é o que mais nos agrada. Não queremos reter muita informação por muito tempo, o ideal é ver um filme e assim que saimos do cinema, já esquecemos metade, até chegar em casa esquecemos tudo(aconteceu comigo quando fui ver Wolverine Origens no cinema). Mas porque isso? Bem são muitos lançamentos, nossa atenção não pode ficar muito tempo em uma coisa só. Temos que abrir espaço na mente para novos desejos de consumo. E assim como os adolescentes e crianças já estão doutrinados nesse sentido, só falta os trintões que são a maioria da massa consumidora. Pensem nisso enquanto aguardamos o próximo remake.