Eu vi: X-Men: First Class

Como fiz antes com o filme do Thor, apresento agora um review de X-Men:First Class. X-nerds prestem atenção, vocês leram a crítica de um dos melhores filmes sobre mutantes já feitos. Após os fracassos de bilheteria e critica dos dois ultimos filmes da franquia (X-Men 3 e Wolverine) admito que estava receoso com o resultado deste filme. Vi muitos trailers antes e devo dizer que eles não me empolgaram muito em relação a qualidade da história, mas pelo menos chamava a atenção para as cenas de ação. Peguei um dia de promoção(sou um publicitário pobre), em uma terça-feira muito fria e fui ao cinema.  E o que eu vi? Bem, como direi, é um ótimo filme, levando em consideração o contexto em que ele foi feito. Não tem nada muito espetacular, mas diverte. Na minha opinião o maior trunfo do filme é esse. Ser um filme divertido, que não insulta o espectador, mas também não é nenhuma obra de arte. Queria ter feito essa resenha logo depois de ver o filme, mas realmente não deu tempo, ou seja, agora o filme já não está mais no cinema, mas quando sair em DVD pode alugar com fé, que é um bom entretenimento.

A história do filme é interessante pelo fato de mostrar a juventude de dois dos principais mutantes do universo Marvel, Charles Xavier e Eric Lehnsher(Prof. X e Magneto respectivamente). Neste filme se entende o porque da importância dos dois. Um é otimista e idealista, quer que os mutantes e humanos convivam e se ajudem. Outro acha que os mutantes são superiores, um novo passo na evolução e assim devem sobrepujar os humanos. Mas essas ideologias vão se formando no decorrer do filme. A principio não existem “mocinhos e vilões”, esse maquiavelismo não aparece. Assim sendo a experiência do filme se torna muito legal, pois quem viu a trilogia X-Men agora entende melhor a motivação dos personagens. Outro ponto forte do filme é a ambientação na década de 1960 (que foi quando os X-Men surgiram nos quadrinhos). Isso é mais uma opinião minha, mas quando as ficções se passam em eras passadas conhecidas parece que tudo se torna mais verossímel. Aparecem momentos históricos(segunda guerra, a crise dos mísseis em Cuba) e culturais e assim o filme que é pura ficção se torna mais “realista”. Um ponto negativo, que ocorre em todos os filmes de equipe, é que alguns personagens tem uma abordagem muito superficial, sabemos mais do Prof. X e Magneto e pouco dos outros (exceção do Fera e da Mística). Também acontece muita coisa e o roteiro é bem corrido, mas também deixa o filme com um ritmo frenético que não te deixa entediado.  Como foi comentado pelo ator Fassbender, o filme lembra um pouco o clima de espionagem com ficção dos filmes de James Bond, isso da um ar retrô muito bacana. Temos um vilão megalomaniaco e badgirls, bem ao estilo 007. A presença de Kevin Bacon como vilão é sensacional, pena que esse ator anda meio sumido. Ele é muito bom e casou perfeito com o personagem Sebastian Shaw. Michael Fassbender como Magneto arrebenta também e James McAvoy faz um ótimo Prof. Xavier.

Atenção SPOILERS

Se você não viu o filme e não quer estragar a surpresa, não leia o parágrafo abaixo.

Há uma cena muito legal onde Magneto e Xavier procuram outros mutantes ao redor do mundo e eles entram em um bar onde encontram Wolverine. Ele só fala uma frase, mas define perfeitamente a personalidade do personagem. Outra participação legal é da atriz que faz a Mística na primeira trilogia (Rebecca Romijn). Há mais algumas referências nerd, não muitas. Mas os aficcionados pelos quadrinhos vão percebem e achar legal.  Nem tudo é perfeito e há alguns deslizes (como o personagem negro ser o primeiro a morrer e a latina ser a traidora), mas dentro de uma visão hollywoodiana isso é normal (infelizmente).
Fim dos SPOILERS.

Concluindo o filme é bom , diverte, tem alguns erros, mas no geral mais acertos. Claramente ele pavimenta o caminho para uma nova trilogia que deve culminar na época anterior ao primeiro filme dos X-Men.  É uma sacada bem legal de um dos roteristas (Brian Singer) que dirigiu os dois primeiros X-Men. Então espero que mantenham o nível deste e melhorem alguns erros. Eu recomendo.

Se você viu o filme e quer dar sua opinião escreva um comentário abaixo. Em breve resenha do Capitão América: O Primeiro Vingador.

Novo Portfólio – 2011

Meu novo portfólio está disponivel para download. Acrescentei minhas experiências na empresa que estou agora, a Star Produtora, onde estou tendo a satisfação de trabalhar com algo que eu sempre quis: audiovisual. Sendo assim já tive a ótima experiência de roteirizar, editar e principalmente (para minha satisfação) dirigir um vídeo. Vocês podem assisti-lo logo abaixo. Para ver em pdf as outras peças que criei no último ano, clique AQUI.

Eu vi: Thor

Ontem estava assistindo ao documentário Secret Origin: The Story of DC Comics e nele o mestre Neal Adams diz: junte o melhor roteirista do mundo e o melhor desenhista do mundo e eles produzirão uma obra de arte. Esta obra se chama comic book (gibi, ou como eu prefiro HQ). Pois é e como disse Neil Gaiman, HQ não é um genero e sim um meio. E estamos vendo cada vez mais estas histórias criadas nas páginas das revistas chegarem a um novo meio, o cinema. Claro isso não é novidade, desde Superman de 79, passando por Batman de Tim Burton, depois Homem -Aranha, X-Men, Homem de Ferro, Watchmen, até chegar ao que eu considero a melhor adaptação os filmes do Batman do Nolan. Mas o assunto aqui é Marvel e o filme Thor. Antes de falar do filme, uma observação. Assisti em 3D, e apesar do meu preconceito infundado, descobri que a experiência é muito legal. Neste filme especifico até podia ser sem 3D, mas ele não chega a ter destaque, nem para o bem nem para o mal. É mais efeito visual legal. Ponto.

Sobre o filme. O diretor Kenneth Branagh é famoso por suas adaptações cinematográficas dos textos de Shakespeare e talvez por isso tenha sido chamado para filmar um filme baseado em mitológia nórdica (mesmo que adulterada pela Marvel). estão presentes no filme o inglês arcaico, os gestos e o comportamento da realeza e mais. Neste filme vemos um certo drama de pai e filho e filho que não é filho de verdade, e responsabilidade e reino, etc…tão presente nos textos shakespeareanos. Claro que não espere a profundidade de Hamlet, mas para um filme de ação e aventura a história foi bem desenvolvida e não há furos no roteiro, nem situações mal explicadas. A ação pode parecer pouca, mas como é um filme de origem, não poderia ser só ação. Destaque para a luta de Thor e seus companheiros contra os Gigantes de Gelo.

mas os pontos que eu mais destaco são:

1- a direção de arte e os efeitos especiais. Asgard, as armaduras, os cenários, é tudo de encher os olhos e mesmo que seja pura ficção, convence. É como se aquilo tudo existisse mesmo. A ponte Bifrost é muito legal, e foi muito bem resolvida a questão da ponte ser feita com as cores do arco-íris, só vendo para entender. A parte cósmica e os poderes dos deuses ficaram legais, mas sem chamar mais atenção do que a história. Os efeitos estão ali para ajudar a contar e contextualizar o grande poder que esses personagens possuem. Outro destaque a aparição de Odin com seu cavalo de oito patas Sleipnir.

2-as referências nerds, aquelas que todo apreciador de HQ, principalmente da Marvel, podem  reconhecer e se regojizar. A aparição de um novo personagem e o final pós-créditos (vale a pena ficar até o final).

3-a atuação de Chris Hemsworth como Thor. Eu já tinha visto um filme com o cara e achei ele bem meia-boca. Mas neste ele soube fazer bem o papel de príncipe arrogante que perde os poderes e aprende a humildade. Anthony Hopkins como Odin. Como eu li em algum lugar, parece que o velho sempre foi o “Pai de Todos”, muito boa a atuação dele. Natalie Portman fazendo como sempre um bom papel, mesmo que seu personagem não exigisse muita dramaticidade. Mas talvez o melhor seja TomHiddleston como Loki. Em alguns momentos sentimos a até pena dele, mas no fim ele se revela como o grande deus da mentira e da trapaça. Muito bom ator.

No fim só posso dizer, que eu como nerd que espera desde a infância ver esses personagens animados e com grandes efeitos visuais, me senti emocionado ao ver esse filme. Thor volta em Os Vingadores, aguardai-vos, ó estimados amigos.

Justiça? Será que um dia haverá?

Depois dos lamentáveis episódios ocorridos em Porto Alegre, que já foram explicados aqui, acreditei que o culpado seria devidamente punido. Não porque ele comenteu um crime pior que outros, mas por que havia muitas testemunhas. Se sabia quem era o criminoso, havia vídeo, enfim, pelo menos a desculpa de não capturar o suspeito não era motivo para não haver punição. A figura da imagem aí acima foi preso e ficou um mês na cadeia, foi solto (graças a um direito que a lei permite) e agora está atendendo os incautos em um caixa do Banco do Brasil…CUIDADO!  Quando for pagar uma conta tente não parecer ameaçador ou um linchador em potencial, pois segundo sua entrevista veiculada no Fantástico, isso é o suficiente para ele avançar sobre pessoas inocentes e tentar matá-las! O cara não conseguiu nem se defender, afinal não há argumentos convincentes para o que ele fez. Fiquei impressionado com o desequilibrio mental evidente do criminoso. Nem se desculpar ele foi capaz.

Não sou do tipo que julga o livro pela capa, mas esse cara tem a maior cara de psicopata. Por favor juízes, promotores, Têmis e quem mais que possa resolver esse caso, deixem esse cara na cadeia. Ele merece, junto com mais um monte de político safado (sim é verdade) , mas já passou da hora desse país ter um mínimo de vergonha na cara. POR FAVOR!!!

Em tempo: como eu li em alguns sites por aí…deveriam deixar esse cara responder processo na cadeia, seria mais seguro para nós ciclistas.

Alan Moore’s From Hell

Londres, 1888. Nesta década muitos fatos marcaram a história: em 1880 Thomas Edison produz a lâmpada elétrica; 1884 H.C. Maxim inventa a turbina a vapor; 1885 Karl Benz cria o carro a motor; 1887 Heinrich Hertz gera as primeiras ondas de rádio; na política em 1884 a França toma a Indochina, o que ecoaria na Guerra do Vietnã anos mais tarde; o anti-semitismo começa a se proliferar pela Europa após a publicação Le France Juive. Como o próprio Moore cita no apêndice de Do Inferno “a década de 1880 contém as sementes do século XX, não só em termos de política e tecnologia, mas também nos campos da arte e da filosofia.” E de certa forma os assassinatos de Whitechapel encerram o espírito vitoriano do século XIX.

Foi na capital da Inglaterra, especificamente em Whitechapel que uma serie de crimes chocou a sociedade inglesa, apesar de que nenhum dos envolvidos sequer poderia imaginar que seus atos (ou a ausência deles) ecoaria no imaginário mundial mais de 120 anos depois.  Conhecido hoje como os crimes de Jack, o Estripador (Jack, The Ripper no original em inglês), na época chamado de os “Assassinatos de Whitechapel” é muito mais do que uma chacina de prostitutas pobres do submundo londrino. Estes fatos até hoje estão encobertos por mentiras, incertezas e especulações, porém o escritor inglês Alan Moore e o desenhista escocês Eddie Campbell tentam nesta obra, senão sanar as dúvidas sobre o assunto, pelo menos trazer uma nova luz repleta de significados aos chocantes crimes.

É preciso contextualizar o leitor sobre que obra me refiro. From Hell ( Do Inferno publicado no Brasil pela Via Lettera em 2000) mistura ficção e história para narrar estes fascinantes, porém horrendos, acontecimentos. A graphic novel consta em uma lista feita por um site respeitável relacionado a quadrinhos e literatura(cujo nome agora não recordo), como uma das 5 obras mais relevantes de todos os tempos. Nas cinco primeiras posições constam ainda Watchmen (do mesmo Alan Moore), O Cavaleiro das Trevas e Y: the last man. Como li todas, exceto Y posso afirmar que a posição é merecida. Porém eu iria mais longe e colocaria a graphic novel em primeiro lugar. Meus motivos:

1º O escritor Alan Moore pesquisou centenas de fontes históricas para recriar inclusive diálogos com gírias usadas na época pelas prostitutas. A recriação dos personagens passou por uma minuciosa pesquisa de biografias e relatos que pudessem esclarecer como eram , como agiam, quais eram suas motivações, seus aspectos psicológicos e muito mais dos protagonistas da história. Só por isso já vale uma menção.  From Hell é praticamente uma tese de doutorado sobre os hediondos assassinatos.

2º Com o mesmo rigor acadêmico o ilustrador Eddie Campbell pesquisou, segundo Moore, uma quantidade ainda maior de referencias do que ele próprio. O objetivo era recriar com perfeição o cenário arquitetônico da época, afinal a arquitetura tem papel importante na história como veremos adiante. Quem mais que você conhece que estudou fotos e plantas originais para poder desenhar com riqueza de detalhes o interior de um manicômio inglês do século XIX?

3º From Hell não tem cores, usa com maestria apenas o claro e escuro (p&b). Não tem nenhum super herói (e nem sequer heróis?) e nem batalhas épicas. A narrativa se baseia nos diálogos, porém quando necessário os desenhos acrescentam muito à narrativa. Aqui alguns rabiscos com cara de charge conferem uma incrível sensação realista e expressam emoções e sentimentos com perfeição, quando as palavras não são suficientes. Nota 10 para a narrativa.

4º Especular sobre o envolvimento da família real nos assassinatos, a existência de um filho bastardo do príncipe e a participação da Maçonaria em toda a complexa rede de eventos que culminou na morte de 5 prostitutas, aparentemente insignificantes, é bem corajoso. Por ser inglês e tratar desse assunto com coragem merece outra menção honrosa. Ok, muito das especulações de Moore tem base em livros como Jack the Ripper: The Final Solution de Stephen Knight, mas tudo que este autor e outros apenas insinuaram, Alan Moore afirmou, mesmo que no mundo ficcional das HQs.

Poderia listar mais detalhes que para mim fazem de From Hell uma obra admirável, não só dos quadrinhos como da literatura em geral. Mas quero seguir minha resenha contando um pouco sobre seu conteúdo.

Continua…

Intolerância em Porto Alegre

Normalmente eu não abordo notícias, ou acontecimentos do momento aqui no blog. Mas devido a ocorrência deste fato lamentável e de grande repercussão, achei uma boa tratar deste assunto. Muitos me perguntam o que significa o nome do blog e em um futuro post posso me aprofundar na história, mas escolhi esse nome pois trata do que está no imaginário (fantasiako em grego) das pessoas. Acho que não tem como não falar disso hoje. Meu Facebook está cheio de links e comentários sobre isto. Bem vamos ao fato e minhas considerações: Dia 25 de fevereiro de 2011 na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, em Porto Alegre mais de 100 ciclistas participavam do evento promovido pelo movimento Massa Crítica quando um carro entrou no meio do comboio derrubando dezenas de participantes. Esse é o fato.

Várias versões do que motivou tal agressão já apareceram em diversos sites de notícias e blogs. O próprio grupo Massa Crítica publicou algumas versões no seu site (leia aqui). Mas ao meu ver mais uma vez se manifestou a lei do mais forte, comum na selva entre os animais selvagens. O maior come o menor, o mais forte sobrevive…mas em uma sociedade civilizada, composta por seres humanos existem leis que impedem que a lei da selva vigore. Obviamente o motorista não achou isso. Por mais que manifestações desse tipo sejam irritantes(eu mesmo já vi muitas e não gostei), por mais que elas atrapalhem seu itinerário ou te atrasem, elas são um direito do cidadão. Podiam ser evangélicos, torcedores de futebol, ou qualquer outro grupo de pessoas. As pessoas tem o direito de não gostar e achar uma palhaçada a manifestação de qualquer grupo, mas devemos respeitar principalmente os seres humanos envolvidos. Este motorista(psicopata, na minha opinião) desrespeitou a vida humana. Se alguma lei estivesse sendo infringida ali naquele momento seriam os órgãos legais que deveriam definir isso. Não fazemos justiça com as próprias mãos no mundo civilizado. Eu sou contra os automóveis, pois acho que são armas prontas para matar ou bombas prestes a explodir. É uma paranóia minha, mas acho que no fim os automóveis trouxeram inúmeros benefícios para a humanidade, mas também muito prejuízo. Além da óbvia poluição, os acidentes que matam mais do que muitas doenças juntas, são o ônus por termos nossos carros do ano a circular pelas ruas e estradas. Como um colega de trabalho me disse quando fomos cortados no transito por um motorista apressado: o idiota fica 100% mais idiota quando está de carro. Na nossa sociedade os carros viraram sinônimo de status e para serem exibidos dessa forma precisam demonstrar velocidade, potência e poder de destruição.

O que preocupa agora é a punição que tal crime terá, pois no Brasil ocorrências de trânsito dificilmente são caracterizadas como crime e sim, apenas como infração. A pena é bem mais leve. Na minha opinião (sem embasamento jurídico) é que o motorista teve intenção de agredir os ciclistas e essa agressão poderia levar à morte de alguns, então pode se dizer que foi tentativa de homicídio doloso (com intenção de matar) mas provavelmente graças ao trabalho de um bom advogado será transformado em tentativa de homicídio culposo (sem intenção) ou talvez vire uma infração de transito. O criminoso paga algumas cestas básicas e mês que vem acontece de novo, pois não houve punição exemplar. Se é que vai haver.

Mais um capítulo revoltante da história desse país que ainda não é gente grande. Brasil e brasileiros, quando vocês aprenderaão a dizer por favor, com licença e obrigado? Quando vão copiar os bons exemplos da Europa ou dos EUA. Estou envergonhado que isto tenha acontecido no Brasil e mais precisamente na minha cidade. É triste.

 

O Planeta Atlântida que a RBS não mostra

Para quem não é do RS vou contextualizar. O Planeta Atlântida é um festival que ocorre no verão no litoral gaúcho. Esse ano reuniu em torno de 90 mil pessoas em dois dias. As atrações reunem artistas e bandas tão díspares como Ivete Sangalo, Restart, Luan Santa e Charlie Brown Jr.(?!?!?!?!), isso tudo no palco principal, onde a maioria do público se concentra. Mas eu trabalhei exclusivamente perto do palco do Pretinho Convida, onde tocaram bandas gaúchas novas e consagradas.  Vamos agora a uma pequena resenha de cada uma que passou por lá nos dois dias.

– Tópaz: Uma banda de adolescentes que toca para um público infantil. Banda fraca e que sumirá até o próximo verão. Só tinha criança na frente do palco.

-Santo Graau: Nome safado hein? A banda é competente, mas inexperiente. Por não serem tão conhecidos a galera evacuou. Fiquei com vergonha alheia do vocalista que falou que era de Santa Catarina e depois soltou um “foda-se catarinas”.

-Tequila Baby: As letras sexistas de sempre no seu punk rock a la Ramones. Não evoluiram nada desde o primeiro disco. Reuniu uma horda de gordinhas de camiseta preta. Pelo menos os fãs são fiéis.

-Bide ou Balde: Essa banda ainda existe? Um show que teve mais piadinhas e interrupções do que música. Dispensável.

-Comunidade Nin Jitsu: Mais uma banda com letras sexistas em forma de funk de quinta, com bases chupadas de clássicos do rock. Ver Sunshine Of Your Love do Cream ser assassinada é uma heresia. Lamentável.

No segundo dia tivemos

-Paulinho Neves: Fora a mãe , avó e o irmão dele que estavam na frente do palco o resto da galera vazou. Fiquei até com pena, mas como o cara é ruim e sem carisma, mereceu a recepção fria.

-Vera Loca: Essa banda é competente, mesmo não sendo do meu estilo. O vocalista é um dos melhores do rock gaúcho, mas a banda peca pelos mesmos erros dos sues conterrâneos. Muita auto-referência.

-Claus e Vanessa: A Vanessa é uma gatinha e muito simpática, desceu do palco e cantou abraçada na galera. Mas isso é agora, quero ver quando estiverem famosos. Repertório muito romântico e chato.

-Doyoulike: Um subproduto da Fresno que já é subproduto de outras coisas ruins. Outra banda adoslescente sem conteúdo nenhum. Não vão longe.

-Cachorro Grande: Porque as bandas gaúchas gostam tanto de ficar penduradas no saco dos Beatles e dos Stones? Cara, inovem um pouco. Isso tudo já foi feito nos anos 60.

-Acústicos e Valvulados: O mesmo comentário acima vale para essa banda. E tocar duas vezes a mesma música para tentar transformar em hit a força foi deprimente. Fora tocar “Sob um Céu de Blues”…

Se você conseguiu chegar até aqui sem se ofender por seu artista preferido ter sido devidamente detonado, pode ler o resto que é mais divertido.

O lance é que essas bandas todas se copiam, fazem performaces iguais, chamam os mesmos gritos de guerra, repetem os refrões muito mais vezes que na música original, entre outros vícios. Acho tudo isso uma falta de originalidade e uma covardia. Eles parecem que querem agradar sempre ao invés de serem autênticos. Mas tudo bem esseas são as opiniões de um velho de 60 anos num corpo de 30. Cheguei a esta conclusão quando uma a linda ninfetinha de olhos verdes me chamou para pedir informação e disse: “-Tio, que horas toca a Vera Loca?” O que dizer depois disso?

Esses eventos são para jovens mesmo. Passar o dia e a noite interia pegando chuva , pisando na lama, tomando latinha de ceva a R$ 5,00, comendo bauru a R$ 10,00, ouvindo bandas nada a ver umas com as outras e ainda pagar uma fortuna para entrar…realmente não é para mim. Prefiro ir no Zaffari comprar uma pizza, meia dúzia de ceva e ver um filminho bem baixado. De preferência com uma boa companhia feminina ao lado.

Mas quem procura alguem para dar uns beijos, o planeta é bem propício. Várias gatinhas presentes no eventos, mas infelizmente a maioria(que eu vi) eram menor de idade. Se eu fosse adolescente…

Enfim, esse evento está no imaginário das pessoas como uma grande festa, o encontro de todos os estilos e bla, bla, bla todos os adjetivos que a RBS usa para qualificar o evento, mas na real aquilo é uma baita  roubada. Foi meu primeiro Planeta e com certeza o último, a não ser que me paguem mais para trabalhar lá.

Lendo blog e ouvindo podcast

Estou cultivando uma mania ultimamente. Ouvir podcast que  eu encontro nos inumeros blogs que leio diariamente. O podcast nada mais é do que uma”mesa redonda” ou uma conversa de mesa de bar, onde várias pessoas discutem um assunto especifico (ou não) com profundidade e conhecimento do assunto( aí já tô forçando). Na verdade eu tinha o costume de ouvir programas assim no rádio, principalmente em AM onde é comum esse tipo de programa, principalmente sobre esportes ou humorísticos. Eu ouvia muito o Sala de Redação e o Cafezinho(só quem é do RS vai saber, mas clique nos links e saiba mais) e também assitia um programa na extinta tv Guaíba chamado Guerrilheiros da Notícia(me diziam que ver aquilo era coisa de velho). Mas acho que é comum do ser humano gostar de participar de uma conversa, mesmo que as vezes passivamente. Pois é, mas o podcast possibilitou que as pessoas gravassem seus próprios programas com os assuntos que mais lhe interessam. Assim é possível ouvir podcast sobre nerdices como ficção científica ou sobre a Máfia?!?!?!?. Ou seja, o conteúdo é gerado sob demanda. Tem gosto para tudo mesmo. Mas o podcast é mais um produto que ganhou força com os blogs.

Desde que criei este blog e este outro ano passado, acabei entrando de cabeça nesta nova realidade. Passei a acompanhar muito mais outros blogs e não tanto portais de noticias como Terra, Globo, Yahoo, etc…Mas porque? A facilidade de localizar conteúdo especifico(bem especifico como este ou este), feito por quem se não é expert pelo menos gosta do que faz e não é apenas empregado de uma multinacional. Por exemplo já cansei de ver o portal Terra chamar o filme do Batman de Dark Night(noite escura) quando na verdade é Dark Knight(cavaleiro das trevas) o que faz uma grande diferença. Em um blog de cinema ou de quadrinhos esse tipo de erro não ocorreria. Então se os blogs não são tão confiáveis (empatado com os grandes portais) pelo menos nos blogs  se encontra o que se gosta com mais facilidade e as vezes com mais profundidade. A verdade é que tomei gosto pela leitura de blogs e no fim esse post era para ser na verdade uma indicação de tudo que ando lendo e gosto e queria compartilhar com vocês. Abaixo segue uma lista de assuntos variados que podem ser encontrados em blogs legais.

Ciranda do EsquecimentoBlog de uma amiga que é poeta e agora cartunista. Suas poesias são bem visuais e ela brinca muito bem com as palavras e suas tiras são bem poéticas. Espero não ter falado bobagem Lau=)

Nuclear YogurteOutro blog de um amigo. Aqui você encontra novidades e entrevistas sobre música underground, principalmente da cena gaúcha. Abraço Daniel.

Blog do BlobO autor desse blog manja muito de cinema obscuro e underground. Posts de perólas da sétima arte podem ser lidos aqui. Valeu Paulo.

Zombie-Ótica – Esse eu não conheço quem faz, mas as tiras presentes no blog definem de forma irônica o que eu penso.

Super Punch – Esse é gringo e não sei dizer sobre o que trata especificamente, só sei que tem um monte de nerdice interessante.

Favoritos – Tem de tudo que é interessante (útil ou inútil) na internet. Infelizmente a autora do blog resolveu fazer suas atualizações via Twitter(argh).

Mundo Pequeno – Não é um blog, mas sim um site que tem a lista de vários blogs de brasileiros espalhados pelo mundo. Tem blog de brasileiro na Suécia, Bahrain, El Salvador, Angola e muito mais. É legal saber que visão(de dentro) os brasileiros tem de diversos países.

Teria muita coisa pra indicar aqui, mas também não vou me alongar muito. Boas navegadas.

Ah retificando o título…Lendo e escrevendo blog e ouvindo podcast.

 

Remakes e homenagens ou falta de criatividade

Saudosismo, nostalgia, reverência ou falta de idéias melhores? Não sei o motivo, mas a onda de refilmagens que assola o cinema hollywoodiano ultimamente nunca foi vista antes. Senão vejamos: Os Caça-Fantasmas, Máquina Mortífera, Os Doze Condenados, A Hora do Espanto, A História Sem Fim. Fora os que já foram feitos como Fúria de Titãs, A Pantera Cor-de-Rosa, A Hora do Pesadelo, Tron, O Destino de Poseidon(tá ,esse já faz tempo). E os que receberam seqüencias quando se achava que os atores principais já estavam velhos demais: Indiana Jones, Rambo, Duro de Matar. Sem falar em versões cinematográficas das series de TV que nos faziam companhia à tarde: Esquadrão Classe A, Agente 86, Elo Perdido…

A lista é grande e meu objetivo não é nomear todos, mas já deu para ter uma idéia de como usar os mesmos personagens e as mesmas historias é lugar comum no cinema pop norte-americano. Mas o que eu quero comentar são os efeitos e as impressões que esta “jogada” de Hollywood me causa.

Primeiro: A maioria desses filmes é do fim dos anos 70 até o fim dos 80. Quem era criança ou adolescente nesta época(como eu), hoje está na casa dos 30 ou 40 anos de idade. Aqueles jovens que ficaram impressionados com as viagens de Marty Mcfly, as aventuras de Indy ou as matanças de John Rambo, hoje cultuam estes filmes. Estes jovens inocentes viam Fúria de Titãs e achavam o máximo ( recentemente revi o original e como filme nem é grande coisa, mas os efeitos especiais impressionam pela época que foram feitos). Nos dias atuais esse público é o maior consumidor de sabonete, pão, carros e…filmes. Sim, essa faixa etária corresponde a maior parte da população economicamente ativa no mundo. Então nada mais justo que uma indústria cinematográfica, mais preocupada com a lucratividade, foque seus esforços em fazer produtos para a maioria. Sim galera, somos a maioria( pelo menos nesse aspecto) e sim, gostamos de filmes que vimos quando nossa vida era mais fácil e talvez por isso ver Harrison Ford de chapéu de novo seja tão familiar e reconfortante.

Segundo: Os jovens de hoje se importam com estes clássicos? Bem, esse dias li no jornal que quando o ator Paul Newman morreu perguntaram para alguns jovens o que eles achavam e eles responderam: -“que Paul Newman, o das saladas?”( o ator tinha uma marca de saldas para reforçar a aposentadoria). Outro exemplo, conversando com um colega de trabalho que tem 19 anos não sabia que Fúria de Titãs(2010) era uma refilmagem!?!?!?!

Ou seja, os jovens não vão ver esses filmes pois tem a referência dos antigos e sim porque os efeitos visuais e as campanhas de divulgação são atrativas. Assim como o público de 30/40 vai porque querem ver seus velhos heróis com um acabamento visual mais apurado. No fim tudo se resume à imagem, os efeitos especiais e visuais são usados como “muleta” para roteiros ruins. E esses artifícios acabam conquistando todas as gerações? Parece que sim, vivemos uma era da imagem, da informação rápida e no fim o que não fica é o que mais nos agrada. Não queremos reter muita informação por muito tempo, o ideal é ver um filme e assim que saimos do cinema, já esquecemos metade, até chegar em casa esquecemos tudo(aconteceu comigo quando fui ver Wolverine Origens no cinema). Mas porque isso? Bem são muitos lançamentos, nossa atenção não pode ficar muito tempo em uma coisa só. Temos que abrir espaço na mente para novos desejos de consumo. E assim como os adolescentes e crianças já estão doutrinados nesse sentido, só falta os trintões que são a maioria da massa consumidora. Pensem nisso enquanto aguardamos o próximo remake.

Palhaços brasileiros

Começou 2011 e agora temos uma presidente mulher no Brasil. Pois é, mas também  temos um palhaço na Câmara dos Deputados Federais. Na real sempre houve palhaços lá, mas agora temos um palhaço profissional. Na verdade eu acho que os palhaços somos nós(o povo brasileiro), que recebemos salário mínimo de R$ 500 e poucos, enquanto eles (os deputados) aumentam seus salários quando dá vontade. Alguém aqui já pôde aumentar o próprio salário? Não né. Porque eles podem? Ah já sei, foram eleitos pelos palhaços(o povo brasileiro) que canta e dança no carnaval, se une para enfeitar as ruas na Copa e quando tem que votar, votam no Tiririca. Acho que o brasileiro tem o que merece, pelo menos a maioria.  Pois é a maioria que vota e escolhe essa gente que rouba, desvia, ignora o povo, se beneficia, etc… já sabemos disso, é bater numa tecla já desgastada. Mas porque as coisas não mudam. A ONG Avaaz faz um belo trabalho aqui no Brasil e no exterior. Graças a Avaaz pude participar de abaixo-assinados contra a pena de morte da Sakineh no Irã e a favor da Ficha Limpa no Brasil. Mas acho que muito mais pode e deve ser feito. Eu já mandei um e-mail para a Avaaz e espero que todos possam tirar uns minutos do seu dia para fazer o mesmo. Reivindiquem alguma ação contra o aumento dos deputados. Chega de omissão e alienação.

Dona Dilma

O fato de termos agora uma presidente (ou presidenta, os dois estão corretos) no Brasil, nem chama tanta atenção. Em um país machista como o Brasil isso é surpreendente. Mas a verdade é que se o ex-presidente Lula tivesse apoiado a candidatura de sua cachorrinha Michele para presidência, provavelmente ela teria vencido. Junto com o Tiririca.

Ainda acho que o destaque (negativo) nessas eleições é o aumento autoimposto do salário dos palhaços, digo deputados. Pois palhaços somos nós, alegres palhaços brasileiros.