Vergonha em Porto Alegre 2 – A enchente continua!

Pois é aconteceu de novo! Até quando será? Lembrando que além dos transtornos da enchente, faltou luz e atrasou todo o meu trabalho, fora o prejuízo para o comércio ao redor, e o transtorno para as escolas. Simplesmente lamentável.

Detalhe a parte um foi em 4 de março de 2012 e a parte 2 em 28 de fevereiro. Nessa época ano que vem nem vou ir trabalhar né…

Leituras de 2013 – Atualizado

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Neste post vou listar minhas leituras do ano. Ele ficará em atualização constante.

 

Lembrando que não farei resenha, só um pequeno resumo com minhas impressões. Todos são recomendados,  se eu ler algo que não gostar não vou colocar aqui (ou talvez eu coloque, vamos ver).

Janeiro

1º A Física do Futuro: Como a Ciência Moldará o Mundo nos Próximos Cem Anos – Michio Kaku (2011), Editorial Bizâncio. 464 pág.

Se vocês gostam de ficção científica leiam esse livro para descobrir que a ficção é menos incrível do realmente está acontecendo nos laboratórios ao redor do mundo. Sensacional e de fácil leitura.

2º O Silmarillion – J.R.R. Tolkien (1999), Martins Fontes. 480 pág.

Para os fãs do mundo fantástico de Tolkin, que ficou famoso com O Senhor dos Anéis, leia este e descubra como tudo começou milhares de anos antes, no alvorecer da Terra-média. Leitura difícil.

3º Assassinatos na Rua Morgue e outras histórias – Edgar Allan Poe(2012), L&PM POCKET. 158 pág.

Pequena antologia de contos curtos. Alguns sensacionais e de um humor sutil e negro de dar inveja, vide “Nunca aposte sua cabeça com o Diabo”. Nesse livro você também encontra uma mini biografia de Poe e o conto que inaugurou a literatura de suspense policial, que dá título ao livro. Recomendado.

Fevereiro

4º The Walking Dead nº1 – nº50 – Kirkman, Moore, Adlard (2003-2013), Image Comics. (25 pág. por edição)

A premiada hq que já virou serie de tv de sucesso, é uma obra-prima que foca muito mais nos conflitos humanos, do que no pano de fundo do ataque zumbi. Ótimos roteiros, com incessantes reviravoltas e arte expressiva em preto e branco. Leitura para adultos.

5º Clint Eastwood: Nada Censurado – Marc Eliot(2012), Nova Fronteira. 371 pág.

Biografia sincera que expõe o lado bom, o mau e feio de Mr. Eastwood. Mas a historia dele como produtor/diretor/ator é incrível e tem que ser respeitada. Baita livro. Para quem gosta de cinema é essencial pois esmiuça bem o processo de feitura de todos os seus filmes. Devorado em 5 dias.

6º O Cinema e a Produção – Chris Rodrigues, Lamparina. 259 pág.

Se você como eu trabalha na area audiovisual, ou pretende, esse livro é um belo apanhado de tudo que é necessário saber. O autor aborda todos os passos de uma produção, porém como fala de tudo, acaba sendo só um pouco de cada coisa. Parece que faltou algo. A edição poderia ser um pouco mais caprichada também. Mas os formulários técnicos e os fluxogramas compensam. Belo livro, mas abordagem superficial.

Março

7º Eu Christiane F., 13 Anos Drogada Prostituida – Horst Rieck & Kai Hermann, Abril Cultural. 254 pág.

Mês corrido, sem muitas leituras. Nesse relato bem cru da realidade do mundo do vício em drogas pesadas (heroína) somos expostos a uma história real, chocante e degradante. Talvez não cause hoje o mesmo impacto do que na época, mas a narrativa sempre em primeira pessoa tem a incrível capacidade de nos transportar para Berlin no fim dos anos 1970. Leitura pesada(sem trocadilhos).

Abril

8º Contra Todos os Inimigos – Richard A. Clarke, Francis. 325 pág.

Escrito por quem trabalhou para 4 presidentes em ações contra-terroristas e viu e gerenciou a tragédia de 11/09. Podemos descobrir os bastidores do poder e como interesses (ou desinteresse) dos governantes podem acabar com milhares de vidas. Muito interessante descobrir muita coisa dos últimos presidentes e como suas ações repercutem em toso o mundo, na busca de livrar o planeta em uma guerra ao terror. Leitura que flui.

9º Ficção de Polpa: Crime! – Org. Samir Machado de Machado, Não Editora. 159 pág.

Coletânea de contos inspirado nas clássicas pulp fiction americanas. Independente do papel em que são impressos, estes contos são ótimos de ler. Destaque para o de Octavio Aragão (com uma aventura do famoso detetive de Baker Street) e Carlos Orsi com um conto de crimes que se passa num reality show, bem humorado e bem bolado. Destaque também para a tradicional faixa bonus com um conto de Ernest Bramah e as ilustrações de propagandas de produtos antigos. Leitura para uma ida de ônibus ao centro.

Maio

10º Punição para a Inocência – Agatha Christie, L&PM. 270 pág.

Minha primeira incursão pelos mistérios psicológicos de Mss. Christie. Curti, principalmente o desenvolvimento e as descobertas sobre os personagens que foram trazendo fatos novos e aumentando a expectativa pelo desfecho. Houve surpresa, nem tanto no criminoso, mas em todo o modo como o crime ocorreu, mas algumas pisadas na bola no final decepcionaram. Boa leitura, sem compromissos de grande literatura.

Junho – Dezembro

Período complicado, com tempo mais escasso do que o normal. Mas vai uma lista só dos títulos lidos.

11 – Mistério no Caribe – Agatha Christie, L&PM, 216 pág.

12 – A Maldição do Espelho – Agatha Christie, L&PM, 288 pág.

13 – Memórias de Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle, L&PM, 303 pág.

14 – As melhores Histórias de Sherlock Holmes – Arthur Conan Doyle, L&PM, 139 pág.

15 – A Ciclista Solitária e Outras Histórias – Arthur Conan Doyle, L&PM, 224 pág.

16 – A Propaganda Brasileira Depois de Washington Olivetto – João Renha, Leya, 379 pág.

17  – Empreendedorismo – Paulo Sertek, IBPEX Dialógica, 237 pág.

18 – O Guia Não Oficial de Mad Man: Os Reis da Madison Avenue – Jesse McLean, Best Seller, 288 pág.

E era isso. Do meio pro fim do ano ficou mais complicado atualizar com resenha, mas aí está a lista completa. Não são tantos títulos e gêneros quanto eu gostaria. Mas como eu tinha a meta de um livro lido por mês, então a meta foi batida. Espero ano que vem, a meta é pelo menos 2 livros por mês. Será que rola? Vou tentar.

Abraços e obrigado se você leu até aqui. Deixe um curtir ou comentários para dar sua opinião.

Vergonha em Porto Alegre – DIVULGUEM

  Não há quem trabalhe ou tenha que ter passado pelo bairro Floresta emPorto Alegre que não tenha ficado muito molhado hoje (14/03/2012). Sim claro, a chuva foi a responsável, mas as pessoas se molharam mais de baixo para cima do que se podia esperar em uma chuva. Tudo alagado, inundado, uma vergonha total. Assistam o vídeo abaixo, é melhor do que eu explicar.

 Essa é uma das cidades que vai receber a Copa do Mundo né? E como vai ser? Debaixo d’água, a primeira copa submersa do mundo. E minha preocupação não é nem se os gringos terão uma impressão ruim do Brasil e de Porto Alegre, ou com a Copa, eles que se fodam. Eu quero saber sobre nós brasileiros trabalhadores, otários contribuintes, ficaremos nessas condições. É assim que devemos chegar (se conseguir chegar) ao trabalho, todos molhados. Essas ruas estão cheias de lixo, fezes e urina…é por essas águas que devemos andar.O que me preocupa é o presente e como ficaremos no futuro, onde está o investimento para solucionar estes problemas?

 Por favro galera, divulguem ao máximo esse vídeo e o post. Se você passou por algo parecido hoje, em outros locais de Porto Alegre, comente, poste um vídeo, sei lá…Vamos fazer isso chegar ao ouvidos das “autoridades responsáveis”, vamos usar nossa voz, as mídias sociais e vamos nos expressar contra esse descaso.

A maior mentira da História

Este post trata do Natal. Você pode pensar que este post está 2 dias atrasado, mas na verdade está 5 dias atrasado. Vou explicar mais adiante. Agora é fim de mais um ano. O ano 2011 da era cristã. Pois é neste ponto específico que quero chegar: era cristã. Tenho certeza que todos sabem o porque do Natal, o que ele representa e porque é comemorado no dia 25 de dezembro. Porém é à cerca do que vocês podem não saber que se trata o assunto do post. Apesar da tag “polêmica”, os fatos são bem claros e apesar de a crença e as supertições falarem forte na mente humana, a realidade deve (ou deveria) falar mais alto. Só que muitos não conhecem a realidade e isto nos faz reféns da verdade de outros, o que costuma ser mais cômodo, para quem não pretende refletir e pensar sobre os fatos da vida. Mas refletir e pensar sobre a vida e o que nos cerca é justamente o objetivo deste blog e a pretensão de quem vos escreve. Mas vamos ao cerne da questão.

Recomendo muito que vocês assistam este documentário abaixo.

É longo, mas nem um pouco massante. Resumindo o que interessa para o post, ele apresenta verdades que não são ditas nas escolas e pelos nossos pais, muito menos pela mídia ou governos. A verdade apresentada ali, não auxilia as religiões (e seu controle político) e nem os meios de comunicação de massa (que tem interesses econômicos, devido ao seu “rabo preso” com os patrocinadores). O documentário traz mais verdades e alguma hipóteses sobre fatos conhecidos, mas não totalmente esclarecidos, mas apesar da diversidade de assuntos de que ele trata, para este post interessa o tema Natal. Mais especificamente o “nascimento” de Jesus. Desde os primórdios da humanidade o homem cultua forças da natureza como divindades. Por motivos óbvios, se para o homem pré-histórico o sol trazia a possibilidade de andar e procurar alimento e a noite trazia frio e os perigosos dos animais selvagens, é natural que o sol fosse tratado como uma divindade da vida, da criação, que traz a luz e a esperança. A lua por sua vez poderia ser um deus misterioso, ambíguo. As chuvas teriam uma papel importante nesse contexto, assim como os ventos, os eclipses, e assim por diante. Para saber mais sobre isso recomendo a leitura de um muito bem escrito livro, Uma Breve História do Mundo. Quando o homem estruturou sua fala e posteriormente um sistema de escrita, tornou-se óbvio que as antigas crenças seriam registradas. Mas muito da tradição oral permaneceu. Não vou entrar nestes pormenores, pois esse post já está longo. O que eu quero dizer é que o sol representa Deus desde antes da história existir e o mito, sim, o mito de Jesus, foi inspirado em outros mitos (de deuses egípicios, entre outros) que tinham como base principalmente a adoração ao sol, talvez a primeira “religião” do mundo, mesmo que ela não fosse organizada e nem pregasse dogmas. Outro filme interessante, apesar de ser ficção, é Stigmata, que levanta a ideia de que o Cristianismo esconde um segredo, um evangelho apócrifo, o único escrito por Jesus que revela que a fé cristã não devia ser pregada em igrejas e sim ao ar livre. Posso estar enganado, pois vi o filme à anos. Porém a ideia vem ao encontro de se cultuar as forças da natureza e para isso você não pode estar encerrado dentro de uma construção. As pedras de Stonehenge seriam isso, um lugar de culto ao deus sol.

Se vocês assitirem ao documentário Zeitgeist, saberão que o momento que o sol está mais alto no céu e que ele fica mais tempo (gerando o dia mais longo do ano) é no dia do solstício de verão, que de 2002 até 2017 vai cair no dia 21 ou 22 de dezembro. O mito do nascimento de Jesus ser em 25 de dezembro decorre do solstício de verão e não de uma data exata do nascimento dessa pessoa. Dia 25 é o dia que escolheram para o nascimento do Jesus mitológico. E ela está mais incorreta também pelo fato de que o calendário que usamos hoje, o Gregoriano, só foi implantado em 1582. Portanto assim como a imagem do Papai Noel barbudo e vestindo vermelho é uma invenção de Thomas Nast (e não das propagandas da Coca-Cola como erroneamente se acredita) o mito de Jesus que nasceu em 25 de dezembro foi inventando pelos cristãos. Nessa época pode se comemorar o nascimento de diversas outras divindades como Hórus, um deus egípcio. Portanto minha mensagem de fim de ano, ou Natal é: não viva sob uma mentira, não seja mais um no rebanho guiado por outros, tenha opnião, tenha livre arbitrio, exerça-o. Não viva sob a égide de uma mentira e de uma data com interesses comerciais. Talvez o capitalismo sobreponha a ideia religiosa por trás do Natal. Talvez no futuro seja conhecido apenas pela época em que se compra e se ganha presentes. E mesmo que fosse pelo nascimento de Jesus, isso não ocorreu nesta data e o mito inspirou-se em mitos e crenças mais antigas que a escrita. Cultue o sol então, a natureza, a vida ao ar livre e não dentro de shoppings consumindo, consumindo e sendo consumido. Se você conseguiu chegar até aqui, saiba que se o nascimento de Jesus em 25 de dezembro é uma mentira, consequentemente a Páscoa e o carnaval também são. Mas eu encerro por aqui. Bom 2012.

Eu vi: X-Men: First Class

Como fiz antes com o filme do Thor, apresento agora um review de X-Men:First Class. X-nerds prestem atenção, vocês leram a crítica de um dos melhores filmes sobre mutantes já feitos. Após os fracassos de bilheteria e critica dos dois ultimos filmes da franquia (X-Men 3 e Wolverine) admito que estava receoso com o resultado deste filme. Vi muitos trailers antes e devo dizer que eles não me empolgaram muito em relação a qualidade da história, mas pelo menos chamava a atenção para as cenas de ação. Peguei um dia de promoção(sou um publicitário pobre), em uma terça-feira muito fria e fui ao cinema.  E o que eu vi? Bem, como direi, é um ótimo filme, levando em consideração o contexto em que ele foi feito. Não tem nada muito espetacular, mas diverte. Na minha opinião o maior trunfo do filme é esse. Ser um filme divertido, que não insulta o espectador, mas também não é nenhuma obra de arte. Queria ter feito essa resenha logo depois de ver o filme, mas realmente não deu tempo, ou seja, agora o filme já não está mais no cinema, mas quando sair em DVD pode alugar com fé, que é um bom entretenimento.

A história do filme é interessante pelo fato de mostrar a juventude de dois dos principais mutantes do universo Marvel, Charles Xavier e Eric Lehnsher(Prof. X e Magneto respectivamente). Neste filme se entende o porque da importância dos dois. Um é otimista e idealista, quer que os mutantes e humanos convivam e se ajudem. Outro acha que os mutantes são superiores, um novo passo na evolução e assim devem sobrepujar os humanos. Mas essas ideologias vão se formando no decorrer do filme. A principio não existem “mocinhos e vilões”, esse maquiavelismo não aparece. Assim sendo a experiência do filme se torna muito legal, pois quem viu a trilogia X-Men agora entende melhor a motivação dos personagens. Outro ponto forte do filme é a ambientação na década de 1960 (que foi quando os X-Men surgiram nos quadrinhos). Isso é mais uma opinião minha, mas quando as ficções se passam em eras passadas conhecidas parece que tudo se torna mais verossímel. Aparecem momentos históricos(segunda guerra, a crise dos mísseis em Cuba) e culturais e assim o filme que é pura ficção se torna mais “realista”. Um ponto negativo, que ocorre em todos os filmes de equipe, é que alguns personagens tem uma abordagem muito superficial, sabemos mais do Prof. X e Magneto e pouco dos outros (exceção do Fera e da Mística). Também acontece muita coisa e o roteiro é bem corrido, mas também deixa o filme com um ritmo frenético que não te deixa entediado.  Como foi comentado pelo ator Fassbender, o filme lembra um pouco o clima de espionagem com ficção dos filmes de James Bond, isso da um ar retrô muito bacana. Temos um vilão megalomaniaco e badgirls, bem ao estilo 007. A presença de Kevin Bacon como vilão é sensacional, pena que esse ator anda meio sumido. Ele é muito bom e casou perfeito com o personagem Sebastian Shaw. Michael Fassbender como Magneto arrebenta também e James McAvoy faz um ótimo Prof. Xavier.

Atenção SPOILERS

Se você não viu o filme e não quer estragar a surpresa, não leia o parágrafo abaixo.

Há uma cena muito legal onde Magneto e Xavier procuram outros mutantes ao redor do mundo e eles entram em um bar onde encontram Wolverine. Ele só fala uma frase, mas define perfeitamente a personalidade do personagem. Outra participação legal é da atriz que faz a Mística na primeira trilogia (Rebecca Romijn). Há mais algumas referências nerd, não muitas. Mas os aficcionados pelos quadrinhos vão percebem e achar legal.  Nem tudo é perfeito e há alguns deslizes (como o personagem negro ser o primeiro a morrer e a latina ser a traidora), mas dentro de uma visão hollywoodiana isso é normal (infelizmente).
Fim dos SPOILERS.

Concluindo o filme é bom , diverte, tem alguns erros, mas no geral mais acertos. Claramente ele pavimenta o caminho para uma nova trilogia que deve culminar na época anterior ao primeiro filme dos X-Men.  É uma sacada bem legal de um dos roteristas (Brian Singer) que dirigiu os dois primeiros X-Men. Então espero que mantenham o nível deste e melhorem alguns erros. Eu recomendo.

Se você viu o filme e quer dar sua opinião escreva um comentário abaixo. Em breve resenha do Capitão América: O Primeiro Vingador.

Eu vi: Thor

Ontem estava assistindo ao documentário Secret Origin: The Story of DC Comics e nele o mestre Neal Adams diz: junte o melhor roteirista do mundo e o melhor desenhista do mundo e eles produzirão uma obra de arte. Esta obra se chama comic book (gibi, ou como eu prefiro HQ). Pois é e como disse Neil Gaiman, HQ não é um genero e sim um meio. E estamos vendo cada vez mais estas histórias criadas nas páginas das revistas chegarem a um novo meio, o cinema. Claro isso não é novidade, desde Superman de 79, passando por Batman de Tim Burton, depois Homem -Aranha, X-Men, Homem de Ferro, Watchmen, até chegar ao que eu considero a melhor adaptação os filmes do Batman do Nolan. Mas o assunto aqui é Marvel e o filme Thor. Antes de falar do filme, uma observação. Assisti em 3D, e apesar do meu preconceito infundado, descobri que a experiência é muito legal. Neste filme especifico até podia ser sem 3D, mas ele não chega a ter destaque, nem para o bem nem para o mal. É mais efeito visual legal. Ponto.

Sobre o filme. O diretor Kenneth Branagh é famoso por suas adaptações cinematográficas dos textos de Shakespeare e talvez por isso tenha sido chamado para filmar um filme baseado em mitológia nórdica (mesmo que adulterada pela Marvel). estão presentes no filme o inglês arcaico, os gestos e o comportamento da realeza e mais. Neste filme vemos um certo drama de pai e filho e filho que não é filho de verdade, e responsabilidade e reino, etc…tão presente nos textos shakespeareanos. Claro que não espere a profundidade de Hamlet, mas para um filme de ação e aventura a história foi bem desenvolvida e não há furos no roteiro, nem situações mal explicadas. A ação pode parecer pouca, mas como é um filme de origem, não poderia ser só ação. Destaque para a luta de Thor e seus companheiros contra os Gigantes de Gelo.

mas os pontos que eu mais destaco são:

1- a direção de arte e os efeitos especiais. Asgard, as armaduras, os cenários, é tudo de encher os olhos e mesmo que seja pura ficção, convence. É como se aquilo tudo existisse mesmo. A ponte Bifrost é muito legal, e foi muito bem resolvida a questão da ponte ser feita com as cores do arco-íris, só vendo para entender. A parte cósmica e os poderes dos deuses ficaram legais, mas sem chamar mais atenção do que a história. Os efeitos estão ali para ajudar a contar e contextualizar o grande poder que esses personagens possuem. Outro destaque a aparição de Odin com seu cavalo de oito patas Sleipnir.

2-as referências nerds, aquelas que todo apreciador de HQ, principalmente da Marvel, podem  reconhecer e se regojizar. A aparição de um novo personagem e o final pós-créditos (vale a pena ficar até o final).

3-a atuação de Chris Hemsworth como Thor. Eu já tinha visto um filme com o cara e achei ele bem meia-boca. Mas neste ele soube fazer bem o papel de príncipe arrogante que perde os poderes e aprende a humildade. Anthony Hopkins como Odin. Como eu li em algum lugar, parece que o velho sempre foi o “Pai de Todos”, muito boa a atuação dele. Natalie Portman fazendo como sempre um bom papel, mesmo que seu personagem não exigisse muita dramaticidade. Mas talvez o melhor seja TomHiddleston como Loki. Em alguns momentos sentimos a até pena dele, mas no fim ele se revela como o grande deus da mentira e da trapaça. Muito bom ator.

No fim só posso dizer, que eu como nerd que espera desde a infância ver esses personagens animados e com grandes efeitos visuais, me senti emocionado ao ver esse filme. Thor volta em Os Vingadores, aguardai-vos, ó estimados amigos.

Justiça? Será que um dia haverá?

Depois dos lamentáveis episódios ocorridos em Porto Alegre, que já foram explicados aqui, acreditei que o culpado seria devidamente punido. Não porque ele comenteu um crime pior que outros, mas por que havia muitas testemunhas. Se sabia quem era o criminoso, havia vídeo, enfim, pelo menos a desculpa de não capturar o suspeito não era motivo para não haver punição. A figura da imagem aí acima foi preso e ficou um mês na cadeia, foi solto (graças a um direito que a lei permite) e agora está atendendo os incautos em um caixa do Banco do Brasil…CUIDADO!  Quando for pagar uma conta tente não parecer ameaçador ou um linchador em potencial, pois segundo sua entrevista veiculada no Fantástico, isso é o suficiente para ele avançar sobre pessoas inocentes e tentar matá-las! O cara não conseguiu nem se defender, afinal não há argumentos convincentes para o que ele fez. Fiquei impressionado com o desequilibrio mental evidente do criminoso. Nem se desculpar ele foi capaz.

Não sou do tipo que julga o livro pela capa, mas esse cara tem a maior cara de psicopata. Por favor juízes, promotores, Têmis e quem mais que possa resolver esse caso, deixem esse cara na cadeia. Ele merece, junto com mais um monte de político safado (sim é verdade) , mas já passou da hora desse país ter um mínimo de vergonha na cara. POR FAVOR!!!

Em tempo: como eu li em alguns sites por aí…deveriam deixar esse cara responder processo na cadeia, seria mais seguro para nós ciclistas.

Alan Moore’s From Hell

Londres, 1888. Nesta década muitos fatos marcaram a história: em 1880 Thomas Edison produz a lâmpada elétrica; 1884 H.C. Maxim inventa a turbina a vapor; 1885 Karl Benz cria o carro a motor; 1887 Heinrich Hertz gera as primeiras ondas de rádio; na política em 1884 a França toma a Indochina, o que ecoaria na Guerra do Vietnã anos mais tarde; o anti-semitismo começa a se proliferar pela Europa após a publicação Le France Juive. Como o próprio Moore cita no apêndice de Do Inferno “a década de 1880 contém as sementes do século XX, não só em termos de política e tecnologia, mas também nos campos da arte e da filosofia.” E de certa forma os assassinatos de Whitechapel encerram o espírito vitoriano do século XIX.

Foi na capital da Inglaterra, especificamente em Whitechapel que uma serie de crimes chocou a sociedade inglesa, apesar de que nenhum dos envolvidos sequer poderia imaginar que seus atos (ou a ausência deles) ecoaria no imaginário mundial mais de 120 anos depois.  Conhecido hoje como os crimes de Jack, o Estripador (Jack, The Ripper no original em inglês), na época chamado de os “Assassinatos de Whitechapel” é muito mais do que uma chacina de prostitutas pobres do submundo londrino. Estes fatos até hoje estão encobertos por mentiras, incertezas e especulações, porém o escritor inglês Alan Moore e o desenhista escocês Eddie Campbell tentam nesta obra, senão sanar as dúvidas sobre o assunto, pelo menos trazer uma nova luz repleta de significados aos chocantes crimes.

É preciso contextualizar o leitor sobre que obra me refiro. From Hell ( Do Inferno publicado no Brasil pela Via Lettera em 2000) mistura ficção e história para narrar estes fascinantes, porém horrendos, acontecimentos. A graphic novel consta em uma lista feita por um site respeitável relacionado a quadrinhos e literatura(cujo nome agora não recordo), como uma das 5 obras mais relevantes de todos os tempos. Nas cinco primeiras posições constam ainda Watchmen (do mesmo Alan Moore), O Cavaleiro das Trevas e Y: the last man. Como li todas, exceto Y posso afirmar que a posição é merecida. Porém eu iria mais longe e colocaria a graphic novel em primeiro lugar. Meus motivos:

1º O escritor Alan Moore pesquisou centenas de fontes históricas para recriar inclusive diálogos com gírias usadas na época pelas prostitutas. A recriação dos personagens passou por uma minuciosa pesquisa de biografias e relatos que pudessem esclarecer como eram , como agiam, quais eram suas motivações, seus aspectos psicológicos e muito mais dos protagonistas da história. Só por isso já vale uma menção.  From Hell é praticamente uma tese de doutorado sobre os hediondos assassinatos.

2º Com o mesmo rigor acadêmico o ilustrador Eddie Campbell pesquisou, segundo Moore, uma quantidade ainda maior de referencias do que ele próprio. O objetivo era recriar com perfeição o cenário arquitetônico da época, afinal a arquitetura tem papel importante na história como veremos adiante. Quem mais que você conhece que estudou fotos e plantas originais para poder desenhar com riqueza de detalhes o interior de um manicômio inglês do século XIX?

3º From Hell não tem cores, usa com maestria apenas o claro e escuro (p&b). Não tem nenhum super herói (e nem sequer heróis?) e nem batalhas épicas. A narrativa se baseia nos diálogos, porém quando necessário os desenhos acrescentam muito à narrativa. Aqui alguns rabiscos com cara de charge conferem uma incrível sensação realista e expressam emoções e sentimentos com perfeição, quando as palavras não são suficientes. Nota 10 para a narrativa.

4º Especular sobre o envolvimento da família real nos assassinatos, a existência de um filho bastardo do príncipe e a participação da Maçonaria em toda a complexa rede de eventos que culminou na morte de 5 prostitutas, aparentemente insignificantes, é bem corajoso. Por ser inglês e tratar desse assunto com coragem merece outra menção honrosa. Ok, muito das especulações de Moore tem base em livros como Jack the Ripper: The Final Solution de Stephen Knight, mas tudo que este autor e outros apenas insinuaram, Alan Moore afirmou, mesmo que no mundo ficcional das HQs.

Poderia listar mais detalhes que para mim fazem de From Hell uma obra admirável, não só dos quadrinhos como da literatura em geral. Mas quero seguir minha resenha contando um pouco sobre seu conteúdo.

Continua…

Intolerância em Porto Alegre

Normalmente eu não abordo notícias, ou acontecimentos do momento aqui no blog. Mas devido a ocorrência deste fato lamentável e de grande repercussão, achei uma boa tratar deste assunto. Muitos me perguntam o que significa o nome do blog e em um futuro post posso me aprofundar na história, mas escolhi esse nome pois trata do que está no imaginário (fantasiako em grego) das pessoas. Acho que não tem como não falar disso hoje. Meu Facebook está cheio de links e comentários sobre isto. Bem vamos ao fato e minhas considerações: Dia 25 de fevereiro de 2011 na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, em Porto Alegre mais de 100 ciclistas participavam do evento promovido pelo movimento Massa Crítica quando um carro entrou no meio do comboio derrubando dezenas de participantes. Esse é o fato.

Várias versões do que motivou tal agressão já apareceram em diversos sites de notícias e blogs. O próprio grupo Massa Crítica publicou algumas versões no seu site (leia aqui). Mas ao meu ver mais uma vez se manifestou a lei do mais forte, comum na selva entre os animais selvagens. O maior come o menor, o mais forte sobrevive…mas em uma sociedade civilizada, composta por seres humanos existem leis que impedem que a lei da selva vigore. Obviamente o motorista não achou isso. Por mais que manifestações desse tipo sejam irritantes(eu mesmo já vi muitas e não gostei), por mais que elas atrapalhem seu itinerário ou te atrasem, elas são um direito do cidadão. Podiam ser evangélicos, torcedores de futebol, ou qualquer outro grupo de pessoas. As pessoas tem o direito de não gostar e achar uma palhaçada a manifestação de qualquer grupo, mas devemos respeitar principalmente os seres humanos envolvidos. Este motorista(psicopata, na minha opinião) desrespeitou a vida humana. Se alguma lei estivesse sendo infringida ali naquele momento seriam os órgãos legais que deveriam definir isso. Não fazemos justiça com as próprias mãos no mundo civilizado. Eu sou contra os automóveis, pois acho que são armas prontas para matar ou bombas prestes a explodir. É uma paranóia minha, mas acho que no fim os automóveis trouxeram inúmeros benefícios para a humanidade, mas também muito prejuízo. Além da óbvia poluição, os acidentes que matam mais do que muitas doenças juntas, são o ônus por termos nossos carros do ano a circular pelas ruas e estradas. Como um colega de trabalho me disse quando fomos cortados no transito por um motorista apressado: o idiota fica 100% mais idiota quando está de carro. Na nossa sociedade os carros viraram sinônimo de status e para serem exibidos dessa forma precisam demonstrar velocidade, potência e poder de destruição.

O que preocupa agora é a punição que tal crime terá, pois no Brasil ocorrências de trânsito dificilmente são caracterizadas como crime e sim, apenas como infração. A pena é bem mais leve. Na minha opinião (sem embasamento jurídico) é que o motorista teve intenção de agredir os ciclistas e essa agressão poderia levar à morte de alguns, então pode se dizer que foi tentativa de homicídio doloso (com intenção de matar) mas provavelmente graças ao trabalho de um bom advogado será transformado em tentativa de homicídio culposo (sem intenção) ou talvez vire uma infração de transito. O criminoso paga algumas cestas básicas e mês que vem acontece de novo, pois não houve punição exemplar. Se é que vai haver.

Mais um capítulo revoltante da história desse país que ainda não é gente grande. Brasil e brasileiros, quando vocês aprenderaão a dizer por favor, com licença e obrigado? Quando vão copiar os bons exemplos da Europa ou dos EUA. Estou envergonhado que isto tenha acontecido no Brasil e mais precisamente na minha cidade. É triste.