Eu vi: Thor

Ontem estava assistindo ao documentário Secret Origin: The Story of DC Comics e nele o mestre Neal Adams diz: junte o melhor roteirista do mundo e o melhor desenhista do mundo e eles produzirão uma obra de arte. Esta obra se chama comic book (gibi, ou como eu prefiro HQ). Pois é e como disse Neil Gaiman, HQ não é um genero e sim um meio. E estamos vendo cada vez mais estas histórias criadas nas páginas das revistas chegarem a um novo meio, o cinema. Claro isso não é novidade, desde Superman de 79, passando por Batman de Tim Burton, depois Homem -Aranha, X-Men, Homem de Ferro, Watchmen, até chegar ao que eu considero a melhor adaptação os filmes do Batman do Nolan. Mas o assunto aqui é Marvel e o filme Thor. Antes de falar do filme, uma observação. Assisti em 3D, e apesar do meu preconceito infundado, descobri que a experiência é muito legal. Neste filme especifico até podia ser sem 3D, mas ele não chega a ter destaque, nem para o bem nem para o mal. É mais efeito visual legal. Ponto.

Sobre o filme. O diretor Kenneth Branagh é famoso por suas adaptações cinematográficas dos textos de Shakespeare e talvez por isso tenha sido chamado para filmar um filme baseado em mitológia nórdica (mesmo que adulterada pela Marvel). estão presentes no filme o inglês arcaico, os gestos e o comportamento da realeza e mais. Neste filme vemos um certo drama de pai e filho e filho que não é filho de verdade, e responsabilidade e reino, etc…tão presente nos textos shakespeareanos. Claro que não espere a profundidade de Hamlet, mas para um filme de ação e aventura a história foi bem desenvolvida e não há furos no roteiro, nem situações mal explicadas. A ação pode parecer pouca, mas como é um filme de origem, não poderia ser só ação. Destaque para a luta de Thor e seus companheiros contra os Gigantes de Gelo.

mas os pontos que eu mais destaco são:

1- a direção de arte e os efeitos especiais. Asgard, as armaduras, os cenários, é tudo de encher os olhos e mesmo que seja pura ficção, convence. É como se aquilo tudo existisse mesmo. A ponte Bifrost é muito legal, e foi muito bem resolvida a questão da ponte ser feita com as cores do arco-íris, só vendo para entender. A parte cósmica e os poderes dos deuses ficaram legais, mas sem chamar mais atenção do que a história. Os efeitos estão ali para ajudar a contar e contextualizar o grande poder que esses personagens possuem. Outro destaque a aparição de Odin com seu cavalo de oito patas Sleipnir.

2-as referências nerds, aquelas que todo apreciador de HQ, principalmente da Marvel, podem  reconhecer e se regojizar. A aparição de um novo personagem e o final pós-créditos (vale a pena ficar até o final).

3-a atuação de Chris Hemsworth como Thor. Eu já tinha visto um filme com o cara e achei ele bem meia-boca. Mas neste ele soube fazer bem o papel de príncipe arrogante que perde os poderes e aprende a humildade. Anthony Hopkins como Odin. Como eu li em algum lugar, parece que o velho sempre foi o “Pai de Todos”, muito boa a atuação dele. Natalie Portman fazendo como sempre um bom papel, mesmo que seu personagem não exigisse muita dramaticidade. Mas talvez o melhor seja TomHiddleston como Loki. Em alguns momentos sentimos a até pena dele, mas no fim ele se revela como o grande deus da mentira e da trapaça. Muito bom ator.

No fim só posso dizer, que eu como nerd que espera desde a infância ver esses personagens animados e com grandes efeitos visuais, me senti emocionado ao ver esse filme. Thor volta em Os Vingadores, aguardai-vos, ó estimados amigos.